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sábado, 16 de novembro de 2013

Santa Gertrudes de Helfta (dita: "A Grande"), Abadessa e Mística


Santa Gertrudes, a Grande, Abadessa e Mística
Hoje, trago ao blog Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus, uma catequese de nosso amado Papa Emérito Bento XVI sobre uma grande santa: Gertrudes de Helfta, abadessa e mística. Santa Gertrudes é autora de vários livros (publicou cinco obras com belíssimas e profundas revelações místicas , bem como suas reflexões a respeito da vida íntima com Deus e santificação). Sua espiritualidade é muito voltada à devoção à Encarnação do Verbo, à Eucaristia, à Sagrada Paixão de Cristo e ao Coração de Jesus. Séculos antes de santa Margarida Maria Alacoque, santa Gertrudes já nos dá como que um "prelúdio" do que seria na Igreja a devoção ao Sagrado Coração e sua importância fundamental no tocante à santificação das almas e a salvação eterna.
     Santa Madre Teresa de Jesus e são Francisco de Sales estimaram muito essa santa. Tiveram por ela devoção especial e colaboraram pela divulgação de sua vida e obras.
      Interessante notar que, infelizmente, apesar de ter sindo uma grande santa, no meio católico é uma "santa desconhecida", visto que praticamente só é lembrada e venerada nos mosteiros de espiritualidade beneditina (beneditinos, cistercienses, trapistas, etc) e por pessoas que se interessam em estudar mais a fundo a vida, obras e revelações dos grandes santos e santas místicos da Igreja.
      Leiamos com atenção as palavras de nosso amado Bento XVI, sempre muito sábias e, ao mesmo tempo, de uma simplicidade que impressiona:


       Catequese de Bento XVI sobre Santa Gertrudes

Queridos irmãos e irmãs,
Santa Gertrudes, a Grande, sobre a qual desejo falar hoje, leva-nos também nesta semana ao mosteiro de Helfta, onde surgiram algumas das obras-primas da literatura religiosa feminina latino-alemã. A esse mundo pertence Gertrudes, uma das místicas mais famosas, única mulher da Alemanha a ter o apelativo de "Grande", devido à estatura cultural e evangélica: com a sua vida e seu pensamento incidiu de modo singular sobre a espiritualidade cristã. É uma mulher excepcional, dotada de particulares talentos naturais e de extraordinários dons da graça, de profundíssima humildade e ardente zelo pela salvação do próximo, de íntima comunhão com Deus na contemplação e de prontidão para socorrer os necessitados.

Em Helfta, confronta-se, por assim dizer, sistematicamente com a sua mestra Matilde de Hackeborn, da qual falei na Catequese da quarta-feira passada; entra em contato com Matilde de Magdeburgo, outra mística medieval; cresce sob o cuidado materno, doce e exigente, da Abadessa Gertrudes. Dessas três coirmãs surgem tesouros de experiência e sabedoria; processa-os em uma síntese própria, percorrendo o seu itinerário religioso com ilimitada confiança no Senhor. Expressa a riqueza da espiritualidade não somente do seu mundo monástico, mas também e sobretudo daquele bíblico, litúrgico, patrístico e beneditino, com um sinal personalíssimo e com grande eficácia comunicativa.

Nasce em 6 de janeiro de 1256, festa da Epifania, mas não se sabe nada nem sobre seus pais nem sobre o lugar de nascimento. Gertrudes escreve que o próprio Senhor revela-lhe o sentido desse seu primeiro desenraizamento. "Escolhi-a para minha morada porque me comprazo que tudo que há de amável em ti é obra minha [...]. Exatamente por essa razão eu a distanciei de todos os seus parentes, para que nenhum a amasse por razão de consanguinidade e eu fosse o único motivo de afeto que levasse consigo" (Le Rivelazioni, I, 16, Siena 1994, p. 76-77).
Na idade de cinco anos, em 1261, entra no mosteiro, como era comum naquela época, para a formação e o estudo. Aqui transcorre toda a sua existência, da qual ela mesma assinala as fases mais significativas. Nas suas memórias, recorda que o Senhor a protegeu com longânime paciência e infinita misericórdia, esquecendo os anos da infância, adolescência e juventude, transcorridos – escreve – "em tal cegueira de mente que eu teria sido capaz [...] de pensar, dizer ou fazer sem nenhum remorso tudo aquilo que me fosse aprazível e em qualquer lugar tivesse podido, se tu não me tivesses prevenido, seja com um inerente horror do mal e uma natural inclinação para o bem, seja com a vigilância externa dos outros. Teria me comportado como uma pagã [...] e isso graças por tendo tu desejado que desde a infância, a partir do meu quinto ano de idade, habitasse no santuário bendito da religião para ser educada entre os teus amigos mais devotos" (Ibid., II, 23, p. 140s).
Gertrudes é uma estudante extraordinária, aprende tudo o que se pode aprender das ciências do Trivio e Quadrivio, a formação daquele tempo; é fascinada pelo saber e se dedica ao estudo secular com ardor e tenacidade, conseguindo sucessos escolares para além de toda a expectativa. Se nada sabemos sobre as suas origens, muito ela nos diz sobre suas paixões juvenis: literatura, música e canto, arte da miniatura a capturam; tem um caráter forte, decidido, imediato, impulsivo; muitas vezes afirma ser negligente; reconhece os seus defeitos, dos quais pede humildemente perdão. Com humildade, pede conselho e orações pela sua conversão. São traços do seu temperamento e defeitos que a acompanharam até o fim, a ponto de surpreender algumas pessoas que se perguntavam por que o Senhor a preferia tanto.

Santa Gertrudes: a primeira divulgadora da devoção ao 
Sagrado Coração, que, séculos depois se consolidaria 
com Santa Margarida Maria Alacoque e 
São Cláudio de La Colombiére.
De estudante, passa a consagrar-se totalmente a Deus na vida monástica e, por vinte anos, não acontece nada de excepcional: o estudo e a oração são a sua atividade principal. Devido aos seus dons, destaca-se entre as coirmãs; é tenaz no consolidar a sua cultura em variados campos. Mas, durante o Tempo do Advento de 1280, começa a sentir desgosto em tudo isso, sente vaidade e, em 27 de janeiro de 1281, poucos dias antes da festa da Purificação da Virgem, rumo à Hora das Completas, à noite, o Senhor ilumina as suas densas trevas. Com suavidade e doçura, acalma a preocupação que a angustia, preocupação que Gertrudes vê como um dom próprio de Deus "para abater aquela torre de vaidade, ai de mim, mesmo tendo o nome e hábito de religiosa, que eu estava elevando com a minha soberba, onde ao menos encontrastes a via para mostrar-me a tua salvação" (Ibid., II,1, p. 87). Tem a visão de um rapaz que a guia a superar o emaranhado de espinhos que oprime a sua alma, tomando-a pela mão. Naquela mão, Gertrudes reconhece "o traço precioso daquelas feridas que revogaram todos os atos de acusação de nossos inimigos" (Ibid., II,1, p. 89), reconhece Aquele que, sobre a Cruz, salvou-nos com o seu sangue, Jesus.


Santa Gertrudes: modelo de vida monástica.
Santa Gertrudes: modelo de vida monástica.
A partir daquele momento, a sua vida de comunhão íntima com o Senhor intensifica-se, sobretudo nos tempos litúrgicos mais significativos – Advento-Natal, Quaresma-Páscoa, festas da Virgem – também quando, doente, era impedida de unir-se ao coro. É o mesmo húmus litúrgico de Matilde, sua mestra, que Gertrudes, no entanto, descreve com imagens, símbolos e termos mais simples e lineares, mais realistas, com referências mais diretas à Bíblia, aos Padres, ao mundo beneditino.
A sua biografia indica duas direções daquele que poderíamos definir como a sua particular "conversão": nos estudos, com a passagem radical dos estudos humanísticos seculares para aqueles teológicos, e na observância monástica, com a passagem da vida que ela define negligente à vida de oração intensa, mística, com um excepcional ardor missionário. O Senhor, que a tinha escolhido desde o seio materno e desde pequena a tinha feito participar do banquete da vida monástica, a chama com a sua graça "das coisas externas à vida interior e das ocupações terrenas ao amor das coisas espirituais". Gertrudes compreende ter estado longe d'Ele, em razão da dessemelhança, como ela diz com Santo Agostinho; ter se dedicado com muita avidez aos estudos livres, à sabedoria humana, descuidando das ciências espirituais, privando-se do gosto da verdadeira sabedoria; então é conduzida ao monte da contemplação, onde deixa o homem velho para revestir-se do novo. "Da gramática torna-se teóloga, com a inquebrantável e atenta leitura de todos os livros sagrados que podia ter ou procurar, preenchendo o seu coração das mais úteis e doces sentenças da Sagrada Escritura. Tinha, por isso, sempre pronta alguma palavra inspirada e de edificação com a qual satisfazer aqueles que vinham consultá-la, e reúne os textos bíblicos mais adequados para refutar qualquer opinião errada e silenciar seus opositores" (Ibid., I,1, p. 25).
Gertrudes transforma tudo isso em apostolado: dedica-se a escrever e divulgar a verdade de fé com clareza e simplicidade, graça e persuasão, servindo com amor e fidelidade à Igreja, a ponto de ser útil e apreciada por teólogos e pessoas piedosas. Dessa sua intensa atividade restaram-nos poucos registros, também devido aos acontecimentos que levaram à destruição do mosteiro de Helfta. Além de Arauto do divino amor ou As revelações, restam-nos os Exercícios Espirituais, uma joia rara da literatura mística espiritual.
Na observância religiosa, a nossa Santa é "uma coluna forte [...], firmíssima defensora da justiça e da verdade" (Ibid., I, 1, p. 26), diz a sua biografia. Com as palavras e o exemplo, suscita nos outros grande fervor. Às orações e às penitências da regra monástica acrescenta outras com ainda maior devoção e abandono confiante em Deus, a ponto de suscitar em quem a encontra a consciência de estarem na presença do Senhor. E, de fato, Deus mesmo a faz compreender tê-la chamado a ser instrumento da sua graça. Desse imenso tesouro divino, Gertrudes sente-se indigna, confessa não tê-lo protegido e valorizado. Exclama: "Ai de mim! Se Tu me tivesses dado para tua recordação, indigna como sou, ainda que um fio somente de estopa, teria que guardá-lo com maior respeito e reverência que o que tive por esses teus dons!" (Ibid., II,5, p. 100). Mas, reconhecendo a sua pobreza e a sua indignidade, adere à vontade de Deus, "porque – afirma – tão pouco aproveitei das tuas graças que não posso vir a acreditar que tenham sido agraciadas para mim somente, não podendo a tua eterna sabedoria ser frustrada por alguém. Foi, pois, o Doador de todo o bem que me ofereceu gratuitamente dons tão imerecidos, para que, lendo este escrito, o coração de pelo menos um de seus amigos seja comovido pelo pensamento de que o zelo das almas levou a deixar por tanto tempo uma joia de valor tão inestimável em meio à lama abominável do meu coração" (Ibid., II,5, p. 100s).

Santa Gertrudes tinha imensa devoção pelo 
Mistério da Encarnação do Verbo, 
isto é, pela Humanidade de Cristo. 
Em particular, dois favores lhe são caros mais que qualquer outro, como a própria Gertrudes escreve: "Os estigmas das tuas salutares chagas que me imprimistes, quase preciosas joias, no coração, e a profunda e salutar ferida de amor com que o assinalastes. Tu me inundastes com esses Teus dons de tamanha felicidade que, ainda que eu tivesse que viver milhares de anos sem qualquer consolação interna ou externa, a sua recordação seria suficiente para confortar-me, iluminar-me, encher-me de gratidão. Desejastes ainda introduzir-me na inestimável intimidade da tua amizade, abrindo-me de diversos modos aquele sacrário nobilíssimo da tua Divindade que é o teu Coração divino [...]. A esse acúmulo de benefícios, somastes aquele de dar-me por Advogada a santíssima Virgem Maria, Mãe Tua, e de ter-me frequentemente recomendado ao seu afeto como o mais fiel dos esposos poderia recomendar à sua mãe a sua esposa dileta" (Ibid., II, 23, p. 145).
Voltada para a comunhão sem fim, conclui a sua existência terrena em 17 de novembro de 1301 ou 1302, à idade de cerca de 45 anos. No sétimo Exercício, aquele da preparação à morte, Santa Gertrudes escreve: "Ó Jesus, tu que me és imensamente querido, estejas sempre comigo, para que o meu coração permaneça contigo e o teu amor persevere comigo sem divisão e o meu trânsito seja abençoado por ti, de tal forma que o meu espírito, desprendido dos laços da carne, possa imediatamente encontrar repouso em ti. Amém" (Exercícios, Milano 2006, p. 148).

Parece-me óbvio que essas não são coisas do passado, históricas, mas a existência de Santa Gertrudes permanece uma escola de vida cristã, de caminho justo, e mostra-nos que o centro de uma vida feliz, de uma vida verdadeira, é a amizade com Jesus, o Senhor. E essa amizade aprende-se no amor pela Sagrada Escritura, no amor pela liturgia, na fé profunda, no amor por Maria, de modo a conhecer sempre mais realmente o próprio Deus e, assim, a verdadeira felicidade, a meta da nossa vida. Obrigado.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos da Ordem Carmelita.


             Em nossa Ordem existe uma piedosa tradição de que a Bem Aventurada Sempre Virgem Maria, em aparição ao Papa João XXII, por volta do ano 1320, teria feito a promessa do Privilégio Sabatino. Neste "privilégio", Nossa Senhora teria prometido que nos sábados, "desceria ao Purgatório" e de lá tiraria as almas dos irmãos do Carmo que encontrasse. 
            Bem, com essa promessa não é dogma de fé, a Igreja, por prudência, crê que, a Virgem Maria, movida por seu amor maternal, retirará do Purgatório as almas de seus confrades carmelitas (frades, monjas, seculares e devotos do escapulário) o "mais brevemente possível", não necessariamente nos sábados.                         
           Portanto, é importante que continuemos orando pelas almas dos irmãos e irmãs falecidos de nossa Ordem, mesmo que eles já possam já estar no Céu. A oração pelas almas do Purgatório NUNCA SE PERDE. Deus sempre aproveita cada prece, cada penitência, cada sacrifício, cada Santa Missa ou obra de misericórdia que possa ser oferecida pelas Almas, mesmo que as que estão "recebendo orações" já estejam na visão beatífica de Deus. Quando isso acontece, Deus aproveita o mérito dos respectivos sufrágios para as almas que estão, digamos, mais "esquecidas" por seus familiares ou amigos. 
                
Santa Madre Teresa de Jesus nutria especial
devoção pelas almas do purgatório. Rezava
muito por elas e, de muitas, teve a
oportunidade de contemplar -lhes
 os sofrimentos e alcançar a libertação
   Comemoremos com amor e piedade a memória de hoje e rezemos por aqueles nossos irmãos e irmãs da Ordem que nos antecederam na morte, para que a Virgem Maria, nossa Mãe, Rainha e Advogada leve a todos para as Mansões Celestiais, o Carmelo Celeste, onde não há mais dor, tristeza, fome, cansaço, problemas, fraquezas ou doença, onde todos são saciados pelo Amor infinito de Deus e mergulhados na mais profunda alegria e júbilo. Amém! 



    Santíssima Virgem do Carmo, nossa Mãe, Santa Madre Teresa de Jesus e Santo Padre João da Cruz, rogai por nós e por nossos irmãos e irmãs carmelitas falecidos! Amém! 



As almas dos fiéis defuntos carmelitas sendo sufragados pela intercessão e
méritos de Maria, através do Santo Escapulário do Carmo. 


"Bendita Proteção: Escapulário de Maria! É nossa garantia: penhor seguro de salvação!"



Santo Escapulário é sinal das mercês de Maria para com os confrades carmelitas. 





          

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Todos os Santos da Ordem Carmelita Descalça, Festa na Ordem Carmelita Descalça

Aos pés de Maria Santíssima e de Jesus, os Santos e Santas da Ordem do Carmo
 depõem  seus méritos e elevam seus louvores. Que possamos um dia, com eles,
eternamente louvar as Misericórdias Divinas e o Patrocínio de Maria!

    Hoje toda a família Carmelitana (Carmelitas da Antiga Observância, Carmelitas Descalços e Institutos e Congregações de Espiritualidade Carmelitana) comemora a Festa de Todos os Santos de nossa Ordem. É uma festa muito bonita, pois, à semelhança da Solenidade de Todos os Santos (dia 01 de novembro), fazemos uma justa homenagem a todos aqueles santos, santas, beatos e beatas carmelitas (cuja santidade foi reconhecida oficialmente pela Igreja), bem como todos os habitantes do "Carmelo Celeste", que já gozam da visão beatífica da Santíssima Trindade, porém, que não foram ou não serão beatificados e/ou canonizados. 
          Eremitas do Monte Carmelo (dos séculos XII e XIII), frades mendicantes, monjas de clausura, religiosos de inspiração carmelitana e seculares que vivem o mesmo carisma em meio ao "mundo" (na família, no trabalho e na sociedade), quais belíssimas estrelas, iluminam os Céus e eternamente elevam a Deus hinos de louvor por suas misericórdias. 
           A Ordem Carmelita "premiou" a Igreja com insignes santos: São Brocardo, São Bertoldo, Santo Alberto de Jerusalém, Santo Alberto de Trápani, Santo Ângelo da Sicília, São Pedro Tomás, Santo André Corsini, Santa Maria Madalena de Pazzi, Santa Teresa de Ávila (ou de Jesus), São João da Cruz, Santa Teresa Margarida Redi, São Rafael Kalinowski, Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), Santa Teresa de Los Andes, Santa Maria Maravilhas de Jesus, Beato Batista Mantovani, Beato Titus Brandsma, Beato Ciríaco Elias Chavara, Beato Francisco Palau y Quer, Beata Elisabete de Trindade, Beata Maria Sacrário, Beata Maria de Jesus, Beata Maria de Jesus Crucificado, Beata Maria dos Anjos, Beata Josefa Naval (da Ordem Secular) e muitos outros, que enriqueceram a Igreja e o mundo com o exemplo de suas vidas totalmente dedicadas ao Reino, com o testemunho de sua fidelidade a Deus e à Igreja, bem como com a sabedoria de seus escritos. 


Santos e Santas da Ordem Carmelita em contínuo louvor à Virgem Maria, nossa Mãe e Rainha,
e ao Divino Filho Jesus,Nosso Rei e Senhor. "Cantaremos eternamente
 as Misericórdias do Senhor!"

           Foram muitos os mártires que derramaram seu sangue por causa de seu amor e fidelidade a Cristo, especialmente no século XX, na Guerra Civil Espanhola e em países dominados pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. 
             Três santos foram proclamados pela Igreja com o título de Doutor ou Doutora da Igreja, coisa raríssima em outras Ordens religiosas (somente a Ordem Franciscana também tem três Doutores da Igreja): Santa Teresa de Jesus (ou de Ávila), grande mestra da oração; São João da Cruz, o "doutor místico" e Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, a "doutora da pequena via". Seus escritos: autobiografias, livros sobre espiritualidade, cartas e poemas, são obras maravilhosas e celestes, que ainda hoje encantam e encantarão o mundo até o final dos tempos! 
        Procuremos sempre conhecer esses nossos irmãos e irmãs! Muitos outros (dezenas) aguardam o reconhecimento oficial da Igreja a respeito de suas virtudes heroicas e milagres alcançados por sua intercessão. 
        Imitemos-lhes a fé, a constância, a fidelidade, a determinação e o amor a Deus e ao próximo que os levou ao "Cume do Monte Carmelo" que é o próprio Cristo Jesus. Amém! 
         Todos os Santos Carmelitas, rogai por nós! 
          



Santos e Santas do Carmelo Celeste ladeando a Santíssima Virgem Maria,
Rainha e Formosura do Carmelo, nossa Mãe e nossa Irmã. Detalhe: à esquerda,
Santo Elias e à direita, Santo Eliseu, profetas e nossos Pais. 


Ícone moderno mostrando os Santos e Santas do Carmelo aos pés de Maria,
nossa Mãe, Rainha e Senhora,  aos pés do Monte e junto à Fonte de Elias.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Serva de Deus Antonietta Meo, Virgem e Criança (a Santidade na Infância)


Serva de Deus Antonietta Meo
Antonietta nasceu em Roma em 15 de dezembro de 1930. Era uma menina alegre, vivaz com resposta pronta para tudo. Gostava de cantar e sua voz alegre ressoava pela casa, segundo sua mãe.
Antonietta começou a sofrer sua enfermidade (osteosarcoma, câncer ósseo) aos cinco anos, quando amputaram sua perna. Seus pais eram extremamente católicos, rezavam diariamente o Rosário frequentavam a Santa Missa também todos os dias. Ao sentirem a gravidade do problema da filha, decidiram antecipar sua festa de Primeira Comunhão. A partir desta data, Antonieta começou a escrever cartas para Jesus. ( no início,ela ditava para sua mãe, depois aprendeu a escrever). Estas cartas chegaram a 105 e também escrevia para a Virgem Maria a quem se dirigia com ternura confidencial, expressando todo o seu amor por Jesus e seu desejo ardente de recebê-Lo em seu pequeno coração. Também pedia a Deus  ajuda para conservar-se sempre em Sua Graça, suplicando bênçãos e graças para todos a sua volta e por todos os pecadores.
 O processo desta menina, morta antes dos sete anos, em odor de santidade foi aberto em 1942. Antonietta   faleceu em 1937. A fase diocesana  de beatificação foi concluída em 1972. É justamente por sua pouca idade e que se encontra  e se analisa o limite da que é considerada a idade da razão e que tornou perplexos todo que examinaram seu caso. Muitas foram as dificuldades encontradas no decorrer do processo. Nenhuma lei canônica determina o limite da idade daqueles que se pretende instituir o processo de beatificação, porém, somente em 1981, através da Declaração da Sagrada Congregação da causa dos Santos, a Igreja reconheceu  plenamente que também as crianças podiam realizar atos heroicos de fé, esperança e caridade e podiam ser elevadas à honra dos altares.
 Assim se pronunciou o Papa Paulo VI, quando foi substituto de Estado, ao ler a biografia e as cartas de Antonietta Meo:
“Na verdade, o Senhor se manifesta em toda a terra... operando nas almas por caminhos misteriosos e concede  a muitos penetrar em seus mistérios. Através da leitura da vida desta menina, que não tinha sequer sete anos,  descobrimos que o mistério da sabedoria divina se esconde dos soberbos e se revela aos pequenos."


A Serva de Deus no dia de sua
Primeira Eucaristia
Antonietta recebeu sua Primeira Comunhão aos seis anos, depois da confirmação de sua doença, quando começou a piorar. Sofreu muito... dores atrozes, porém dizia a todos, inclusive para sua mãe: estou bem e pedia ao sacerdote que lhe  levasse a Comunhão todos os dias. 
Na sua última carta, dizia:
"Querido Jesus crucificado, eu te quero muito, te amo muito. Quero estar contigo no Calvário. Querido Jesus, diz a Deus Pai que também quero muito, amo  muito Ele. Querido Jesus, dai-me a força necessária para suportar estas dores que Vos ofereço pelos pecadores.
Esta carta chegou às mãos do Santo Padre Pio XI que se comoveu ao lê-la e enviou a Antonietta, sua benção apostólica.

Sua agonia foi de muito sofrimento. Segundo seu médico, suas dores eram insuportáveis. Todos que depuseram no processo testemunharam a extraordinária serenidade desta menina, nestes momentos. Morreu com um sorriso nos lábios, no dia 3 de julho de 1937.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Servo de Deus Carlo Acutis, Leigo, Adolescente (o Anjo da Juventude)





Carlo Acutis, o anjo da juventude

A comovente história do menino que, no leito de morte, ofereceu sua vida pela Igreja e pelo Santo Padre.


Algumas pessoas saem da vida para entrar na história; outras, para entrar no céu. Em 12 de outubro de 2006, falecia o jovem Carlo Acutis, vítima de uma grave leucemia. No leito de morte, desejou ardentemente que seus sofrimentos fossem oferecidos a Deus pela Santa Igreja e pelo Papa. O testemunho do rapaz, de apenas 15 anos, comoveu toda a Itália, tornando-o modelo de santidade, sobretudo para a juventude. No momento, a Diocese de Milão, à qual Acutis pertencia, trabalha na sua causa de beatificação.
Carlo Acutis nasceu em Londres, na Inglaterra, a 03 de maio de 1991. Os primeiros dias de vida foram também os primeiros de sua jornada para Deus. Com uma fé católica profundamente arraigada, os pais, André e Antônia, não tardaram a lhe providenciar o batismo, preparando para a ocasião um pequeno bolo em formato de cordeiro, como forma de agradecimento ao Senhor pela entrada do filho na comunidade cristã. Um simbolismo profético. A exemplo do Cordeiro de Deus, o pequeno Acutis também se faria tudo para todos, a fim de completar na própria carne - como diz o Apóstolo São Paulo, ao explicar o valor salvífico do dor - o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja.

Crescendo em Milão, o pequeno Carlo demonstrou as virtudes cristãs desde a infância. Era uma criança alegre, de comportamento suave, que cativava a todos - principalmente as babás - com o seu entusiasmo contagiante. E se algum amiguinho aprontava-lhe uma maldade, sabia colocar a caridade acima do instinto: "o Senhor não seria feliz se eu reagisse violentamente". Aos 12 anos de idade, a Santa Missa já lhe era o bem mais precioso. Comungava diariamente, haurindo da Eucaristia a graça para uma vida santa.

Tamanha espiritualidade chamava a atenção dos mais próximos. Certa vez, preferiu participar de uma peregrinação a Assis, Itália, a visitar outros lugares para diversão. O comportamento do garoto levava os parentes a considerarem-no uma "vítima dos pais". Mas não era nada disso. Como confidenciaria a seu diretor espiritual, poucos dias antes de sua derradeira páscoa, Assis era o lugar onde mais se sentia feliz. Juntamente com Nossa Senhora de Fátima, São Francisco era-lhe o grande santo de devoção, principalmente por sua pequenez e humildade.

Vibrante, apaixonado pela vida, tinha no apostolado o fim último de toda a sua ação. Entendera cedo o "chamado universal à santidade". Daí a disponibilidade para com todos, fazendo-se amigo de qualquer um, mesmo dos mais tímidos. "Ele acreditava no diálogo íntimo com o Senhor - conta um dos colegas - e rezava o rosário todos os dias. Após a morte de Carlo voltei para a Igreja e acho que isso pode ser mérito de sua intercessão".

No Instituto Liceo Classico Leão XIII, onde iniciou o ensino médio, desenvolveu sua paixão por computadores. Carlo criou um site dedicado aos milagres eucarísticos e à vida dos santos. "Decidi ajudá-los - dizia o jovem na página da internet - compartilhando alguns dos meus segredos mais especiais para aqueles que desejam rapidamente alcançar o objetivo da santidade". Carlo Acutis insistia na Missa diária, na récita do rosário, na lectio divina, na confissão e no apego aos santos. "Peça ao seu Anjo da Guarda para ajudá-lo continuamente, de modo que ele se torne seu melhor amigo", recomendava.
Em 2006, com apenas 15 anos, Carlo Acutis descobriria uma grave doença: a leucemia. Confundida inicialmente com uma inofensiva "caxumba", o mal acabou se alastrando rapidamente, mesmo com os vários tratamentos, causando-lhe a morte em apenas um mês. Às 6:45h de 12 de outubro de 2006, o Senhor o levava para a vida eterna. Perto de falecer, confidenciou aos pais: "Ofereço todos os sofrimentos desta minha partida ao Senhor, ao Papa e à Igreja, para não fazer o Purgatório e ir direto para o Paraíso."

A postuladora para a causa dos Santos da Arquidiocese de Milão, Francesca Consolini, afirma que a fé de Carlo Acutis era "singular": "levava-o a ser sempre sincero consigo mesmo e com os outros (...) era sensível aos problemas e as situações de seus amigos, os companheiros, as pessoas que viviam perto a ele e quem o encontrava dia a dia". O testemunho do rapaz pode ser encontrado na sua biografia, "Eucaristia, minha rodovia para o céu", escrita por Nicola Gori, articulista do L'Osservatore Romano.

O corpo de Carlo Acutis foi sepultado em Assis, cidade de São Francisco, por sua especial devoção ao santo.
 (texto extraído do site do Padre Paulo Ricardo, sacerdote da Diocese de Cuiabá)



Um comentário meu:
Interessante a história desse jovem, Carlo Acutis. Ela vem mostrar que para sermos santos não precisamos ser "esquisitos". Podemos ser pessoas alegres, simpáticas, inteligentes, estudiosas, ativas no mundo, porque Jesus também era assim. Lembram-se como Jesus foi criticado porque "comia e bebia" na casa dos pecadores? Jesus participava da vida de sua aldeia, Nazaré, compareceu à uma festa de casamento em Caná, sentava-se à mesa de fariseus (p.ex. o fariseu Simão) e de publicanos (p.ex. São Mateus), tinha amigos íntimos (Marta, Maria e Lázaro), abraçava as crianças, etc. Jesus não era um "homem esquisito", taciturno, isolado do mundo ou da realidade. Jesus foi um homem perfeito e viveu em tudo sua condição humana, exceto o pecado. 
Carlo Acutis era um jovem "normal". Era inteligente, estudioso, gostava muito de computação, tinha amigos, passeava com seus pais, porém, sem deixar de amar a Deus e de tê-lO como centro de sua vida. Isso é que é importante. 
Que seu exemplo e uma dia sua beatificação/canonização anime os jovens a buscarem a Deus com o coração alegre e jovial, com a mente saudável, irradiando no mundo a alegria de Deus. 
(Giovani Carvalho Mendes, ocds)

domingo, 10 de novembro de 2013

Beatas Mártires Adoradoras Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade (Espanha, 1936)


Beatas Manuela e Companheiras, Virgens e
Mártires 
      Hoje, a Igreja faz a memória das Bem-Aventuradas Mártires Madre Manuela do Sagrado Coração de Jesus e suas 22 Companheiras do Instituto das Adoradoras Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade, brutalmente assassinadas "in odium fidei" pelos revolucionários (milicianos) comunistas da Guerra Civil que assolou a Espanha em 1936. 
        Quando se lê uma história como essa, além de indignados, causa-nos surpresa como é que 23 freiras inocentes poderiam ser acusadas de serem "um perigo" para a Espanha mesmo pelo mais fanático defensor do comunismo. 
         Se é uma "ideologia política" que prega a "igualdade" e um "pretenso respeito ao cidadão", como é que esses elementos podem considerar que umas pobres freiras mereciam ser mortas por fuzilamento, sem direito a julgamento ou a defesa? 
       Está claro que o objetivo principal do comunismo é fazer guerra (antes, mais declarada, agora, disfarçada) a Deus, à sua vontade e à Igreja. Que o digam os milhares de mártires espanhóis (conforme já postei antes) que tiveram suas vidas ceifadas injusta e brutalmente. Não há argumento, não há desculpa, não há "teoria" humanamente aceitável que justifique os crimes bárbaros que foram praticados contra clérigos, religiosos e leigos católicos nos anos 1934 - 1937 (principalmente em 1936) nas terras espanholas. 
           Que essas bem-aventuradas mártires possam, no Céu, em sua contemplação contínua da Face de Deus, interceder pela Igreja e pelos missionários e missionárias que ainda hoje são perseguidos, presos, expulsos ou até mesmo mortos nas atuais terras de missão. Que roguem ao Senhor da Messe que envie mais e mais operários para sua messe e que sejam fortes na luta e na defesa da fé e do direito divino. Amém. 

   Abaixo, vai a lista das mártires cuja memória é hoje comemorada: 

  1. - Manuela del Sagrado Corazón (Manuela Arriola Uranga)
  2. - Blasa de María (Juana Pérez de Labeaga García)
  3. - Lucila María de Jesús (Lucía González García)
  4. - Rosaura de María (Rosa López Brochier)
  5. - Casta de Jesús (Teresa Vives y Missé)
  6. - Borja de Jesús (Mª Zenona Aranzábal Barrutia)
  7. - Luisa de la Eucaristía (Luisa Pérez Andriá)
  8. - María de la Presentación (María García Ferreiro)
  9. - Sulpicia del Buen Pastor (Dionisia Rodríguez de Anta)
  10. - Belarmina de Jesús (Belarmina Pérez Martínez)
  11. - Mª Dolores de la Santísima Trinidad (Mª Dolores Hernández Santorcuato)
  12. - Mª Dolores de Jesús Crucificdo (Mª Dolores Monzón Rosales)
  13. - Máxima de San José (Emilia Echeverría Fernández)
  14. - Prima de Jesús ( Mª Prima Ipiña Malzárraga)
  15. - Sinforosa de la Sagrada Familia (Sinforosa Díaz Fernández)
  16. - Purificación de María (Purificación Martínez Vera)
  17. - Josefa de Jesús (Josefa Boix Riera)
  18. - Herlinda (Aúrea González Fernández)
  19. - Ángeles (Mercedes Tuní Ustech)
  20. - Ruperta (Concepción Vázquez Áreas)
  21. - Felipa (Felipa Gutiérrez Garay)
  22. - Cecilia (Concepción Iglesias del Campo)
  23. - Magdalena (Magdalena Pérez)




SANTA ELISABETE DA TRINDADE, Virgem da Ordem Carmelita Descalça.

       O texto abaixo é apenas um resumo da vida e espiritualidade riquíssima da Santa Elisabete da Trindade, uma das mais importantes místicas do Carmelo e da Igreja. Na presente publicação não quis colocar um assunto muito extenso, exatamente para que o (a) leitor (a) se sinta atraído (a) a aprofundar seu conhecimento em relação à nossa querida carmelita descalça francesa, que viveu de forma ímpar o Mistério da Inabitação da Santíssima Trindade na alma. Os (as) leitores (as), caso queiram, podem adquirir suas obras completas (geralmente vendidas em editoras como a Paulus ou Paulinas) ou livros escritos por bons autores que lançaram seus olhares para essa jovem carmelita que se tornou uma verdadeira e grande mestra da vida espiritual. 
        Coloco também à disposição dos leitores do blog Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus uma rica coletânea de fotos suas para que possam guardá-las em seus computadores e/ou mandar confeccionar santinhos devocionais.

Sua vida


Beata Elisabete da Trindade, Virgem 
Elisabete Catéz Rolland, filha de Francisco José y de Maria, nasceu em Bourges, França, em 18 de julho de 1880. Desde sua mais tenra idade, se distinguiu por seu temperamento apaixonado, propenso a arroubos de cólera e de uma sensibilidade engraçada.
 Quando contava sete anos, perdeu seu pai, o que foi a causa de sua “conversão” e de sua mudança de caráter como fruto de sua vida de ascese e de oração. Ainda que tomasse parte nas festas e participasse dos compromissos sociais, foi sempre fiel a suas promessas batismais, preservando sempre a inocência da alma.
Aos 14 anos fez voto de virgindade e aos 19 anos começou a receber as primeiras graças místicas. Era dotada de um grande talento musical (tocava piano perfeitamente bem). Por essa época se ofereceu a Deus como vítima pela salvação da França.  Em 02 de janeiro de 1901, aos 21 anos de idade, ingressava no mosteiro carmelita de Dijón, cidade onde vivia com sua família.
Elisabete – que no Carmelo se chamaria Irmã Elisabete da Trindade –  se propôs como lema ser “um louvor de glória da Santíssima Trindade” e crescer dia a dia “na corrida do amor aos Três”. Vestiu o hábito em 08 de dezembro de 1902 e em 11 de janeiro de 1903 saltava de alegria ao emitir seus votos religiosos na Ordem do Carmo, que já amava com toda sua alma.
Com sua vida e doutrina – breve porém sólida – exerceu um grande influxo na espiritualidade de nossos dias, devido, sobre tudo, a sua experiência trinitária. Preciosas são suas “Elevações”, “Retiros”, “Notas Espirituais” e suas “Cartas”.
Correu, voou, no caminho da perfeição e em 09 de novembro de 1906 expirava, por causa de uma úlcera de estômago. No capítulo “O Carmelo: escola de santidade”, recordamos uma bela anotação entre o Cardeal Mercier e a Madre Priora de Dijón, sobre esta veloz corrida até a meta da santidade de Irmã Elisabete da Trindade.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 25 de novembro de 1984, na Festa de Cristo Rei. No dia 16 de outubro de 2016, foi solenemente canonizada, com outros seis Santos, pelo Papa Francisco. Sua memória litúrgica se celebra no dia 08 de novembro.


Sua espiritualidade

A espiritualidade de Santa Elisabete da Trindade foi formada mais por sua própria vida que por sua doutrina (escritos). Esta somente em parte foi escrita por ela.  Irmã Isabel é uma alma interior que se transforma dia após dia no Mistério Trinitário.
O silêncio, a solidão e a oração contemplativa são os métodos que a dispõem a ser dócil à vontade divina, que cumpre, sempre e em tudo, com a maior perfeição. Enamorada de Cristo, que é seu “Livro preferido”, se eleva à Trindade até que “Elisabete desapareça, se perca e se deixe invadir pelos Três”.
“A Trindade: aqui está nossa morada, nosso lugar, a casa paterna da qual jamais devemos sair... Me parece que encontrei meu céu na terra, posto que o céu é Deus e Deus está em minha alma. No dia que compreendi isso, tudo se iluminou para mim”.
“Crer que um ser que se chama o Amor habita em nós, a todo instante do dia e da noite, e que nos pede que vivamos em sociedade com Ele, é isso, vos confio, o que tem feito de minha vida um céu antecipado”.
“Meu Esposo quer que eu seja para ele uma humanidade adicional na qual Ele possa seguir sofrendo para a glória do Pai e para ajudar à Igreja”.
        Amou profundamente sua vocação carmelita e tratou de amar e de imitar à “Janua Coeli” (Porta do Céu), como chamava a Virgem Puríssima.
Murmurando, quase como em um canto: “vou à luz, ao amor, à vida”, expirou...

Sua mensagem


·        Que corramos pelo caminho da santidade.
·    Que o Espírito Santo eleve o nosso espírito.
·    Que sejamos sempre um “Louvor de Glória” da Santíssima Trindade.
·    Que sejamos dóceis às moções do Espírito.


Oração:

Ó Deus, rico em misericórdia, que revelastes a Santa Elisabete da Trindade o mistério de vossa arcana presença na alma do justo e a tornastes vossa adoradora em espírito e verdade, por sua intercessão, concedei-nos também a graça de perseverarmos no amor de Cristo e sermos templo do Espírito de Amor, para louvor de vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

Agora coloco para os que acessam o blog algumas fotos e estampas de nossa querida Santa:


Elisabete da Trindade com apenas 02 anos de idade. 


Santa Elisabete com aproximadamente
05 a 06 anos de
idade. 

Foto da Santa ao lado de sua irmã. 

Elisabete da Trindade com aproximadamente 13-14 anos. 

Elisabete da Trindade com aproximadamente 15 anos


Elisabete da Trindade com sua irmã. 

A Santa Elisabete com apenas 15 anos
de idade. Era uma exímia pianista

Elisabete da Trindade como postulante do Carmelo de Dijon, França. 


Elisabete da Trindade, "monja de véu branco", isto é, com votos
simples ou temporários. 

A Santa Elisabete no dia de sua profissão
solene (votos perpétuos)
A Santa Elisabete aproximadamente um mês antes
de sua santa morte. 

Elisabete da Trindade já bastante doente, poucos dias antes da morte. 


Corpo da Santa sendo velado no coro do Carmelo de Dijon. 


Painel da Beatificação de Elisabete da Trindade




Ícone moderno de Santa Elisabete da Trindade