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sábado, 6 de junho de 2015

SÃO MARCELINO CHAMPAGNAT, Presbítero e Fundador dos Irmãos Maristas.



Biografia do site do Vaticano

Marcelino Champagnat nasce a 20 de maio de 1789, em Marlhes, aldeia de montanha no Centro-Leste da França. A Revolução acaba de estourar. Ele é o nono filho de uma família cristã. Sua educação é essencialmente familiar. Sua mãe e sua tia religiosa, expulsa do convento, despertam nele fé sólida e profunda devoção a Maria. Seu pai, agricultor e comerciante, possui instrução acima da média; aberto às ideias novas, desempenha um papel político na aldeia e na região. Transmite a Marcelino a habilidade para os trabalhos manuais, o gosto pelo trabalho, o senso das responsabilidades e a abertura às ideias novas.
Quando Marcelino está com 14 anos, um padre o visita e lhe faz descobrir que Deus o chama à vocação sacerdotal. Quando Marcelino, de quase nenhuma escolaridade, vai se meter a estudar, "porque Deus o quer!", o seu ambiente, sabedor de suas limitações, procura dissuadi-lo. Os anos difíceis do Seminário Menor de Verrières (1805-1813) são para ele uma etapa de verdadeiro crescimento humano e espiritual.
No Seminário Maior de Lião, tem por colegas João Maria Vianney, futuro cura d'Ars, e João Cláudio Colin, que será o fundador dos Padres Maristas. Junta-se a um grupo de seminaristas que projeta fundar uma Congregação que abrange padres, religiosas e uma Ordem Terceira, levando o nome de Maria - a "Sociedade de Maria" - para cristianizar a sociedade. Impressionado pelo abandono cultural e espiritual das crianças da campanha, Marcelino sente a urgência de incluir nessa Congregação Irmãos para a educação cristã da juventude: "Não posso ver uma criança sem sentir o desejo de fazer-lhe compreender quanto Jesus Cristo a amou". No dia seguinte de sua ordenação (a 22 de julho de 1816), esses neo sacerdotes vão consagrar-se a Maria, colocando seu projeto sob sua proteção no santuário de Nossa Senhora de Fourvière.
Marcelino é enviado como coadjutor na paróquia de Lã Valla. A visita aos doentes, a catequese das crianças, o atendimento aos pobres, o acompanhamento da vida cristã das famílias, são as atividades do seu ministério. Sua pregação simples e direta, a profunda devoção a Maria e seu zelo apostólico, marcam profundamente os paroquianos. A assistência a um adolescente de 17 anos, às portas da morte e sem conhecer Deus, o perturba profundamente, impelindo-o a executar logo o seu projeto.
A 2 de janeiro de 1817, apenas a 6 meses de sua chegada a Lã Valla, Marcelino, o jovem coadjutor de 27 anos, reúne seus dois primeiros discípulos: a Congregação dos Irmãozinhos de Maria, ou Irmãos Maristas, nasce na pobreza e humildade, na total confiança em Deus, sob a proteção de Maria. Além de garantir seu ministério paroquial, forma seus Irmãos, preparando-os para a missão de mestres cristãos, de catequistas, de educadores dos jovens. Vai viver com eles.
Apaixonado pelo Reino de Deus, consciente das imensas carências da juventude e educador nato, Marcelino faz desses jovens camponeses sem cultura apóstolos generosos. Sem tardar abre escolas. As vocações vêm, e a primeira casa, apesar de aumentada pelo próprio Marcelino, torna-se logo pequena demais. As dificuldades são numerosas. O clero em geral não compreende o projeto desse jovem padre inexperiente e sem recursos. Mas as populações rurais não cessam de pedir Irmãos para garantir a instrução cristã das crianças.
Marcelino e seus Irmãos participam na construção de sua nova casa para abrigar mais de cem pessoas e que levará o nome de "Nossa Senhora de l'Hermitage”. Em 1825, livre da função de coadjutor, pode dedicar-se inteiramente à sua Congregação: à formação e acompanhamento espiritual, pedagógico e apostólico dos seus Irmãos, à visita das escolas, à fundação de novas obras.
Marcelino, homem de fé profunda, não cessa de procurar a vontade de Deus na oração e no diálogo com as autoridades religiosas e com seus Irmãos. Bem consciente de suas limitações, conta apenas com Deus e a proteção de Maria, a "Boa Mãe", o "Recurso Habitual", a "Primeira Superiora". Sua grande humildade, seu senso profundo da presença de Deus, fazem-lhe superar, com muita paz interior, as numerosas provações. Reza amiúde o Salmo 126: "Se o Senhor não constrói a casa", convencido de que a Congregação dos Irmãos é obra de Deus, obra de Maria. "Tudo a Jesus por Maria, tudo a Maria para Jesus" é sua divisa.

"Tornar Jesus Cristo conhecido e amado" é a missão dos Irmãos. A escola é o meio privilegiado para essa missão de evangelização. Marcelino inculca a seus discípulos o respeito, o amor às crianças, a atenção aos mais pobres, aos mais ingratos, aos mais abandonados, especialmente os órfãos. A presença prolongada entre os jovens, a simplicidade, o espírito de família, o amor ao trabalho, o agir em tudo do jeito de Maria, são os pontos essenciais de sua concepção educativa.
Em 1836, a Igreja reconhece a Sociedade de Maria e lhe confia a missão da Oceania. Marcelino pronuncia seus votos como membro da Sociedade de Maria. Envia três Irmãos com os primeiros Padres Maristas missionários nas ilhas do Pacífico. "Todas as dioceses do mundo entram em nossos planos", escreve.
As providências concernentes à autorização legal de sua Congregação exigem dele muito tempo, energia e espírito de fé. Não cessa de repetir: "Quando temos Deus a nosso favor, quando depositamos nele nossas esperanças, nada é impossível".
A doença prevalece sobre sua robusta constituição. Esgotado pelo trabalho, morre aos 51 anos de idade, a 6 de junho de 1840, deixando aos seus Irmãos esta mensagem: "Que haja entre vocês um só coração e um só espírito! Que se possa dizer dos Irmãozinhos de Maria como dos primeiros cristãos: 'Vejam como eles se amam! '".



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Biografia resumida do site dos Irmãos Maristas


Nascimento
Nasce, no povoado de Marlhes (Departamento de Loire), na França, José Bento Marcelino Champagnat. O pai chamava-se João Batista Champagnat e a mãe, Maria Chirat. Tiveram dez filhos, sendo que apenas seis sobreviveram, três homens e três mulheres. Marcelino era o caçula da família e foi criado em um ambiente sóbrio e repleto de bons valores, movido pela espiritualidade. Sua formação teve forte influência da mãe e de uma tia (Ir. Teresa, da Congregação de São José). Marcelino nasceu no ano em que foi deflagrada a Revolução Francesa.

Ingresso no Seminário Menor de Verrières 
Em 1805, ingressa no Seminário Menor de Verrières, que frequentou até 1813. Ali precisou enfrentar as dificuldades que tinha com a aprendizagem, resultantes dos percalços vividos na educação em sua infância. Mostrou grande capacidade de superação e de simplicidade quando, depois de ser mandado embora do seminário, no final do primeiro ano, em decorrência das limitações para aprender, insistiu e retornou determinado a atender ao chamado expresso pelo padre que o convidou a seguir a vocação: “Deus o quer”.

No Seminário Maior, o projeto da Sociedade de Maria
Em 1812, ingressa no Seminário Maior de Santo Ireneu, em Lião. Ali permaneceu até 1816, estudando retórica, filosofia e teologia, concluindo a preparação para o sacerdócio. Foi nesse espaço, junto com outros seminaristas com quem discutia temas de espiritualidade, que surgiu a ideia da criação da Sociedade de Maria. Eles conceberam o projeto compreendendo três ramos distintos: os Padres, as Irmãs e os Leigos (Ordem Terceira). Marcelino, porém, sempre insistia na necessidade de introduzir, também, um ramo masculino não sacerdotal, só de Irmãos cogitados para escolas, catequese e missão.
Em 1816, acontece a Promessa de Fourvière, considerada o marco da fundação da Sociedade de Maria. No dia seguinte à ordenação sacerdotal, o grupo de 12 novos padres, que haviam concebido e se comprometido com a criação da Sociedade de Maria, celebram uma Missa no Santuário de Nossa Senhora de Fourvière, em Lião, e assinam a promessa, que pode ser chamada de Ata de fundação da Sociedade de Maria. Como sacerdote, foi enviado como coadjutor à paróquia de La Valla. Imediatamente percebeu, nas dificuldades enfrentadas pelo povo da região a que foi servir, a necessidade de escolas com professores capazes de transformar a realidade de carência cultural e espiritual do povo.

 


Encontro com o jovem Montagne
Em outubro do mesmo ano, padre Marcelino é chamado à casa de um carpinteiro em Les Palais, povoado próximo a La Valla, para atender o jovem João Batista Montagne no leito de morte. Surpreendeu-se ao ver que o rapaz de 16 anos ignorava as verdades religiosas. Pacientemente, expressou-lhe toda a solidariedade e preparou-o para morrer. Esse fato convenceu Marcelino de que não havia mais tempo para esperar. Era preciso agir. Decidiu fundar o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria ou Irmãos Maristas.

Fundação dos Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria ou Irmãos Maristas.
Em uma pequena e simples casa com um quintal, Marcelino dá início efetivo ao Instituto dos Irmãos Maristas ao acolher dois jovens: João Maria Granjon e João Batista Audras como formandos para viver em comunidade. Oração, trabalho manual e estudos marcavam a rotina da casa que foi o berço do Instituto. À noite, a comunidade ocupava-se da fabricação de pregos para garantir o sustento. Sem abrir mão de seus compromissos de Coadjutor de La Valla, Marcelino sacrificava-se para estabelecer e garantir o espírito de família que deseja ver pulsando entre os membros do Instituto. Novos candidatos a Irmãos foram se juntando ao grupo, formando então a primeira comunidade marista.


O milagre dos oito jovens postulantes
25 de março de 1822. Acontece um dos episódios que marcariam os anos iniciais do Instituto. Com a atuação exitosa dos Irmãos Maristas nas escolas paroquiais, chegam muitos pedidos a Marcelino por Irmãos Professores. A falta de vocações o preocupa, e ele, então, reza fervorosamente a Nossa Senhora. Fruto de um líder que os engana prometendo levá-los a Lião, chegam às portas de La Valla oito jovens postulantes. Depois de colocá-los à prova para avaliar a sua verdadeira intenção, Marcelino os aceita como formandos. No grupo estava o futuro Irmão Jean-Baptiste Furet, que seria o biógrafo oficial do fundador do Instituto.


Perdidos na neve e a oração do “lembrai-vos”.
Após o período de formação em La Valla, o Irmão Jean-Baptiste Furet recebeu sua nomeação como cozinheiro na comunidade de Bourg-Argental. Tempos depois de chegar à comunidade, ficou adoentado. Marcelino resolveu visitá-lo, acompanhado pelo Irmão Estanislau. Ao retornarem em hora imprópria enfrentam uma forte tempestade de neve que lhes faz perder o caminho. Rezam fervorosamente a Maria a oração do Lembrai-vos e recebem auxílio, conseguindo sobreviver. O episódio ficou conhecido como o Lembrai-vos na neve.


Benção da pedra fundamental de L’Hermitage
13 de maio de 1824. Dia que marca a bênção da pedra fundamental para a construção de l´Hermitage. Disposto a construir uma grande casa de formação para os futuros Irmãos Maristas, Marcelino compra um terreno em meio às montanhas, que ficava no caminho entre La Valla e Saint-Chamond, irrigado pelo rio Gier.
Sem se deixar amedrontar pelos rochedos que circundam o vale, com audácia e coragem, lançou-se no empreendimento da casa que seria uma das mais importantes na história do Instituto Marista. Construiu-a com as próprias mãos e com a ajuda dos Irmãos e de alguns operários da redondeza. A casa “edificada sobre a rocha” simboliza muito bem a bravura e o amor ao trabalho com que Marcelino lutou pela causa das crianças e jovens desamparados, oferecendo-lhes os benefícios de uma educação cristã.

Dificuldades e a Carta das Lágrimas
1826. Um ano difícil. Com a conclusão da obra de l’Hermitage, que exigiu muito esforço físico e dedicação de Marcelino, sua saúde ficou abalada. Enfrentou perseguições externas, frutos das dificuldades políticas da época. A turbulência externa também invadia o interior da comunidade sob forma de dívidas e contrariedades. Adoentado, tudo fazia para manter-se como presença junto aos Irmãos e superar baixas no grupo, desmandos, conflitos e atribulações. Neste ano, ao escrever ao Vigário Geral de Lião, relatou as dificuldades vividas naquela que ficou conhecida como A Carta das Lágrimas.

Champagnat professa os votos como Padre Marista
O ramo dos Padres Maristas recebe autorização da Santa Sé. Tendo como fundador o Pe. Jean-Claude Colin, foi o primeiro grupo da Sociedade de Maria a receber aprovação. Pe. Champagnat pronunciou os votos, como Padre Marista, no dia 24 de setembro de 1836. Todos os ramos da Sociedade de Maria foram sendo aprovados como congregações independentes. Além dos Irmãos Maristas e dos Padres Maristas, surgiu também o ramo das Irmãs Maristas (fundadas por Jeanne-Marie Chavoin, 1818), da Ordem Terceira (derivação do ramo dos Padres Maristas, em 1845) e das Irmãs Missionárias Maristas (fundadas por Françoise Perroton, em 1857).

Saúde frágil e a escolha do sucessor.
1839. Com a saúde frágil, Marcelino percebe que é hora de estabelecer o sucessor para que o Instituto tenha continuidade após a sua morte. Com a participação de Pe. Jean-Claude Colin, Superior-Geral da Sociedade de Maria, deu-se a escolha. Ir. Francisco, (Gabriel Rivat), do município de La Valla. Com a idade de 31 anos e seis meses é eleito Superior-Geral dos Irmãos Maristas e sucessor de Marcelino.

Santa morte e glorificação.
Alquebrado pelo cansaço provocado por uma vida completamente dedicada a Deus e pelo bem de sua família religiosa. em 1840, no dia 06 de junho, parte para a Casa do Pai a bela alma de Padre Marcelino. Tinha apenas 51 anos de idade. 23 anos dedicados à obra de fundação do Instituto. Até morrer, Marcelino havia acolhido cerca de 421 noviços e a formar 280 irmãos que trabalhavam em 48 comunidades por ele abertas.
Em 16 de junho de 1851, o Instituto dos Irmãos Maristas é reconhecido legalmente pelo Governo Francês como estabelecimento de utilidade pública. Em vida, Marcelino buscou, incessantemente, a legalização de sua obra, fazendo longas viagens a Paris no cumprimento dos trâmites legais.
Em 1955, Padre Marcelino Champagnat é proclamado Beato pelo Papa Pio XII.
Em 18 de abril de 1999, é canonizado pelo Papa São João Paulo II.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

SÃO BONIFÁCIO, Bispo e Mártir. Apóstolo da Alemanha.



O santo de hoje, São Bonifácio, teve importante e fundamental papel na evangelização da Alemanha. Tanto que é considerado seu apóstolo. Mais uma história maravilhosa.


Chamava-se Winfrid. Nasceu em Credtion, no Devonshire, filho de uma família abastada; foi contra a vontade do pai que se devotou, muito jovem ainda, à vida monástica como beneditino. Estudou teologia nos mosteiros beneditinos de Adescancastre, perto de Exeter, e de Nursling, entre Winchester e Southampton, tendo por mestre neste último o abade Winbert. Foi designado por este como professor no mosteiro e ordenado padre aos trinta anos. Aí foi o responsável pela escritura da primeira gramática de latim produzida na Inglaterra.
Em 716, deslocou-se, como missionário, à Frísia, pretendendo converter os Frísios, habitantes locais que falavam um idioma semelhante ao anglo-saxão com que ele pregava, mas os seus esforços redundaram em nada a partir do momento em que se declarou a guerra entre Carlos Martel, prefeito do palácio do reino dos Francos, e Radbod, rei dos Frísios. Retornou, por isso, ao seu mosteiro de Nursling.
Seu segundo deslocamento ao continente europeu iniciou-se em 718; deslocou-se a Roma, onde conheceu o Papa Gregório II; para demonstrar a sua submissão à Diocese de Roma, impôs (ou impôs-lhe o Papa) o novo nome de Bonifácio, tradução literal de Winfrid, e foi enviado à Germânia (atual Alemanha), com a missão de a evangelizar e de reorganizar a Igreja nessa região ainda bárbara.
Ao longo dos cinco anos seguintes, Bonifácio viajou por territórios que modernamente fazem parte dos Estados alemães de Hessen, Turíngia, e ainda pela região neerlandesa (Holanda) da Frísia; a 30 de Novembro de 722, foi feito bispo de todos os territórios da Germânia que ele trouxera recentemente para as mãos da Igreja.




Um acontecimento-chave da sua vida ocorreu em 723, quando derrubou o carvalho sagrado dedicado ao deus Thor. Curioso que, no momento em que cortava ele mesmo a grande árvore, os adoradores de Thor ficaram esperando que um raio fulminasse o santo bispo. Como isso não aconteceu, convenceram-se do erro no qual incorriam. Este acontecimento é considerado como o início formal da cristianização da Germânia. Esse carvalho sagrado ficava situado em uma região próxima a onde se situa hoje a moderna cidade de Fritzlar, no norte do Hesse. No lugar da árvore construiu uma pequena capela a partir da sua madeira, no local onde hoje se ergue a catedral de Fritzlar, e onde se viria a estabelecer a primeira sede de bispado na Alemanha ao norte do antigo limes romano, junto do povoado fortificado franco de Buraburgo, numa montanha próxima da cidade, junto do rio Éder.
Em 732, deslocou-se de novo a Roma, para comunicar ao Papa os eventos ocorridos desde o último encontro, e Gregório III conferiu-lhe o pálio, como sinal da investidura num arcebispado com autoridade sobre toda a Germânia. Bonifácio partiu de novo para a Alemanha e batizou centenas de bárbaros saxões.
Durante a sua visita a Roma em 737–738, foi formalmente feito legado papal para a Germânia. Em 745, elevou Mogúncia à condição de Sé Metropolitana, onde se estabeleceu como seu primeiro arcebispo. Posteriormente, partiu em direção à Baviera, onde estabeleceu os bispados de Salzburgo, Ratisbona, Freisinga e Passau.
Em 742, um dos seus discípulos, Estúrmio, fundou a Abadia de Fulda, não muito longe de Fritzlar. Embora Estúrmio seja o fundador oficial, Bonifácio esteve muito envolvido na constituição da nova abadia. O principal mentor da fundação da abadia foi Carlomano, filho de Carlos Martel; aliás, o apoio dos mordomos do palácio e, mais tarde, dos pipinidas da França, foi fundamental para Bonifácio levar a bom porto a sua tarefa. Foi convidado a reorganizar também a Igreja no reino dos Francos.
Nos territórios francos, do Hesse e da Turíngia, Bonifácio fundou entretanto as dioceses de Buraburgo, Würzburgo e Erforte; ao ser ele a designar os bispos de cada uma das dioceses, pôde consolidar a sua independência face aos poderes senhoriais dos carolíngios. Apesar disso, continuou a organizar sínodos provinciais anuais no reino dos francos, tendo em vista a reorganização eclesiástica do mesmo, mantendo embora uma turbulenta relação com o novo rei dos francos, Pepino o Breve, que viria a coroar em Soissons, em 751.

Boniface was born in Devonshire, educated at Exeter and Winchester, became a monk, was ordained a priest, and was inspired to become a missionary in the Netherlands and Germany. As archbishop he built churches and monasteries and organized more dioceses. In 753 he resigned his see to return to missionary work; the next year, as he awaited some converts for confirmation, a band of pagans murdered him and his companions. He is revered in Frisia, Bavaria and elsewhere in Germany.
Martírio de São Bonifácio
Bonifácio jamais perdeu a esperança de converter os frísios, e em 754 retomou à Frísia com um pequeno grupo de seguidores. Batizou grande número, e marcou um encontro para a confirmação dos novos batizados num local perto de Dokkum, entre Franeker e Groninga. Contudo, em vez dos seus convertidos, um bando de pagãos armados apareceu e assassinou o arcebispo Bonifácio. Os seus restos mortais viriam a ser enterrados na abadia de Fulda (atual Catedral de Fulda).
São Bonifácio foi declarado santo e mártir pelas Igreja Católica Romana e Ortodoxa Oriental, sendo celebrado a 05 de Junho, data da sua morte.
O Papa Pio XII na Encíclica Ecclesiae fastos, de 05 de junho de 1954, dirigida às igrejas da Inglaterra, Alemanha, Áustria, França, Bélgica e Holanda, comemorou o XII centenário da morte deste bispo e mártir.


(fonte: Wikipédia) 

SÃO MARCELINO E SÃO PEDRO, Presbíteros e Mártires. Memória litúrgica: 02 de junho.






Esta página da história da Igreja foi-nos confirmada pelo próprio papa Dâmaso, que na época era um adolescente e testemunhou os acontecimentos. Foi assim que tudo passou.
Na Roma dos tempos terríveis e sangrentos do imperador Diocleciano, padre Marcelino era um dos sacerdotes mais respeitados entre o clero romano. Por meio dele e de Pedro, outro sacerdote, exorcista, muitas conversões ocorreram na capital do império. Como os dois se tornaram conhecidos por todos daquela comunidade, inclusive pelos pagãos, não demorou a serem denunciados como cristãos. Isso porque os mais visados eram os líderes da nova religião e os que se destacavam como exemplo entre a população. Intimados, Marcelino e Pedro foram presos para julgamento. No cárcere, conheceram Artêmio, o diretor da prisão.
Alguns dias depois notaram que Artêmio andava triste. Conversaram com ele e o miliciano contou que sua filha Paulinha estava à beira da morte, atacada por convulsões e contorções espantosas, motivadas por um mal misterioso que os médicos não descobriam a causa. Para os dois, aquilo indicava uma possessão demoníaca. Falaram sobre o cristianismo, Deus e o demônio e sobre a libertação dos males pela fé em Jesus Cristo. Mas Artêmino não lhes deu crédito. Até que naquela noite presenciou um milagre que mudou seu destino.
Segundo consta, um anjo libertou Pedro das correntes e ferros e o conduziu à casa de Artêmio. O miliciano, perplexo, apresentou-o à sua esposa, Cândida. Pedro, então, disse ao casal que a cura da filha Paulinha dependeria de suas sinceras conversões. Começou a pregar a Palavra de Cristo e pouco depois os dois se converteram. Paulinha se curou e se converteu também.
Dias depois, Artêmio libertou Marcelino e Pedro, provocando a ira de seus superiores. Os dois foram recapturados e condenados à decapitação. Entrementes, Artêmio, Cândida e Paulinha foram escondidos pelos cristãos, mas eles passaram a evangelizar publicamente, conseguindo muitas conversões. Assim, logo foram localizados e imediatamente executados. Artêmio morreu decapitado, enquanto Cândida e Paulinha foram colocadas vivas dentro de uma vala que foi sendo coberta por pedras até morrerem sufocadas.
Quanto a Marcelino e Pedro, o prefeito de Roma ordenou que fossem também decapitados, porém fora da cidade, para que não houvesse comoção popular. Foram levados para um bosque isolado onde lhes cortaram as cabeças. Era o dia 2 de junho de 304.
Os seus corpos ficaram escondidos numa gruta límpida por muito tempo. Depois, foram encontrados por uma rica e pia senhora, de nome Lucila, que desejava dar uma digna e cristã sepultura aos santos de sua devoção. O culto dedicado a eles se espalhou no mundo católico até que o imperador Constantino mandou construir sobre essas sepulturas uma igreja.

Outros séculos se passaram e, em 1751, no lugar da igreja foi erguida a belíssima basílica de São Marcelino e São Pedro, para conservar a memória dos dois santos mártires, a qual existe até hoje.

(Fonte: site das Paulinas) 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Beato Moisés Tovini, Presbítero (1877 - 1930). Muito venerado em Bréscia, Itália.



Na tarde de domingo, 17 de Setembro de 2014, celebrou-se a Santa Missa de beatificação do Pe. Moisés Tovini, na Catedral de Bréscia (Itália), sacerdote oblato dessa Diocese.
O novo Beato foi um homem humilde, preparado, generoso e bom, que dedicou toda a sua vida como educador e pastor no silêncio e no escondimento da vida quotidiana do Seminário e das paróquias.
Originário de Cividate Camuno, onde nasceu em 27 de Dezembro de 1877, teve como padrinho de batismo o Adv. Giuseppe Tovini, tio paterno, que certamente com o seu exemplo de vida evangélica influenciou muito as escolhas de Moisés. Após os estudos básicos, amadureceu nele a vocação para o sacerdócio. Completados os estudos, foi ordenado no dia 9 de Junho de 1900.
A sua primeira destinação foi a de Capelão em Astrio di Breno. Em seguida, a fim de completar os estudos foi enviado para Roma, onde se formou em Matemática e em Filosofia e Teologia. Durante os anos passados em Roma ele exerceu um ardoroso apostolado em duas pequenas igrejas na periferia, frequentadas pelos pobres da zona rural romana: a Cervelletta e a do Repouso. Em 1904 voltou para a sua diocese e foi um dos primeiros três sacerdotes Oblatos da Congregação diocesana da Sagrada Família, formada por sacerdotes seculares à disposição do Bispo, na qual ele desempenhou o cargo de Superior por vários triênios.
O principal empenho da sua vida foi a escola no Seminário. Ensinava matemática e filosofia. Professor muito apreciado, era estimado também no mundo leigo pela sua preparação cultural e científica. Além do ensino, dedicou-se à obra catequética diocesana contribuindo bastante para a formação dos catequistas nas paróquias locais e para a habilitação dos professores ao ensino da religião nas escolas públicas.
Particularmente preciosa foi a sua chegada à Ação Católica como Assistente da Junta Diocesana de 1921 a 1926. Eram tempos difíceis para a associação que encontrou nele uma guia sábia e apreciada. Desempenhou muitos cargos na Cúria: no Tribunal Eclesiástico, Examinador sinodal, censor dos livros. Em 1923 foi nomeado Cônego da Catedral. Fiel ao seu mandato, em mansidão e humildade, faleceu na clínica dos Fatebenefratelli de Bréscia em 28 de Janeiro de 1930, após uma breve enfermidade. Foi sepultado no cemitério de Cividate Camuno, mas com a propagação da sua fama de santidade, o seu corpo foi trasladado para a igreja paroquial, onde até hoje é venerado. A causa de canonização foi iniciada em 1963.
No mês de Abril de 2003 foi reconhecida a heroicidade da virtude de Moisés Tovini. No dia 19 de Dezembro de 2005 o Papa Bento XVI reconheceu a autenticidade do milagre, a favor de um sacerdote que foi aluno do Pe. Tovini: Pe. Giovanni Flocchini.
Definido "pedra preciosa do clero de Bréscia", Pe. Moisés Tovini é uma figura contracorrente, mas muito atual, pois num mundo que ama os refletores e a notoriedade ele ensina que a grandeza do homem reside no humilde serviço realizado diariamente com fidelidade e dedicação, sem se preocupar por aparecer mas por doar a vida, a exemplo de Cristo.