Páginas

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

SANTA SINFOROSA E SEUS SETE FILHOS, Mártires.



Na Via Tiburtina, vivia uma senhora chamada Sinforosa com os seus sete filhos chamados Crescêncio, Julião, Nemésio, Primitivo, Justino, Estácio e Eugênio. Ela vivia perto da majestosa vila do imperador Adriano, o qual havia ordenado a morte de seu marido, o tribuno Getúlio, do cunhado Amâncio e do amigo deles, Primitivo.
     Após ter terminado a construção de sua grandiosa vila, o imperador Adriano antes de inaugurá-la desejou consultar os deuses, os quais lhe disseram: A viúva Sinforosa e seus filhos nos atormentam diariamente invocando seu Deus. Se ela e os filhos oferecerem sacrifício, prometemos dar-lhe tudo o que pedir. Adriano chamou então o prefeito Licínio e ordenou que Sinforosa fosse presa e conduzida com seus filhos ao templo de Hércules.
     Depois, com lisonjas, ameaças e chantagens, procurou fazê-la desistir de sua Fé e a sacrificar aos ídolos, mas a Santa com nobre ânimo seguia o exemplo de Getúlio e dos companheiros de martírio de seu esposo.  Vendo que a mulher não se submetia aos seus desejos, o imperador renovou a ordem de junto com seus filhos ela sacrificar aos deuses pagãos, senão todos seriam condenados à morte, mas Sinforosa foi irremovível, como também seus sete filhos.
     Visto serem vãs todas as tentativas, o imperador ordenou que Sinforosa fosse torturada. Finalmente, ele deu ordem aos guardas para amarrarem uma grande pedra ao pescoço de Sinforosa e para lançá-la no Rio Anjo (Aniene).
     Chegou a vez de seus filhos. O imperador ordenou que fossem conduzidos ao templo onde tentaram convencê-los a aceitarem os ídolos, mas como se negassem a fazê-lo, os sete foram torturados e, em seguida, cada um deles sofreu um tipo de martírio diferente: Crescêncio foi esfaqueado na garganta, Julião, no peito, Nemésio, no coração, Primitivo foi ferido no umbigo, Justino, nas costas, Estácio, no flanco e Eugênio foi cortado em dois, de cima a baixo. Os corpos foram atirados numa vala comum no lugar que os sacerdotes pagãos passaram a chamar de "Ad septem Biothanatos" (palavra grega antiga utilizada para suicidas e, no caso dos pagãos, para denominar os cristãos que sofriam o martírio).
     Dois anos depois, tendo acalmado o furor dos perseguidores contra os cristãos, seu irmão Eugênio, que era membro do conselho de Tibur (Tiburtino = Tivoli), recolheu os corpos e os sepultou nos arredores da cidade.
     No século XVII, Antônio Bosio descobriu as ruínas de uma basílica num lugar popularmente chamado de "le sette fratte" (uma corruptela de "os sete irmãos") na Via Tiburtina, a quatorze quilômetros de Roma. Os "Atos" e o martirológio concordam que este era o local do túmulo de Sinforosa e seus filhos. Descobertas posteriores, que não deixam dúvidas de que a basílica foi construída sobre o túmulo deles, foram feitas por Stevenson. As relíquias foram transladadas para Sant’Angelo in Pescheria, em Roma, por ordem do Papa Estêvão II em 752. Um sarcófago foi descoberto no local em 1610 com a seguinte inscrição: “Aqui jazem os corpos dos santos mártires Sinforosa, seu marido Zótio (Getúlio) e seus filhos, transferidos pelo papa Estêvão”.
     Nos dias atuais há uma igreja dedicada a Santa perto de Bagni di Tivoli.


Etimologia: Sinforosa, do latim, provavelmente Symphorosa, derivado do grego symphorá: “sucesso, fortuna, sorte, destino”.


(Fonte: heroinasdacristandade.blogspot.com)

SÃO LUÍS MARTÍN E SANTA ZÉLIA GUERÍN, Esposos e Pais de Santa Teresinha do Menino Jesus (serão canonizados em outubro).








Estamos praticamente às vésperas de um importante acontecimento na História da Igreja, bem como da Ordem Carmelita Descalça: a canonização do primeiro casal de esposos, algo ainda inédito. Existem sim casais que já foram beatificados ou no qual um dos cônjuges foi canonizado, porém o outro não.
Eles são um bom exemplo de amor e reconhecimento do valor da vida: Luís Martín e Zélia Guerín, pais de Santa Teresinha. Na época em que viveram, em meados do século XIX, não era fácil viver o Evangelho, tanto na França como em todos os lugares.




 Luís José Aloísio Estanislau Martin nasceu em 22 de agosto de 1823, na cidade de Bordeaux, na França…Luís recebeu esse nome porque era costume naquela época dar muitos nomes às crianças para que fossem protegidas pelos santos padroeiros. Já a família de Zélia Guérin também era muito boa dedicada… Na véspera do Natal foi batizada com o nome de Zélia Maria.

 Zélia e Luís Martin… inicialmente não tinham planos de casar, e sim de dedicarem-se à vida religiosa, entregues ao serviço de Deus. Luis bem cedo se envolveu com o trabalho silencioso e meticuloso de relojoeiro… Luís chegou a ir ao mosteiro do monte São Bernardo pedir que o admitissem, mas o superior achou por bem despedi-lo, pois não sabia o latim.

 Zélia era uma boa menina, dedicada aos afazeres domésticos, aos estudos, trabalhadora, cultivava uma vida bastante retirada e conservava em seu coração um grande desejo: ser irmã de caridade para dedicar-se ao serviço dos pobres. Era seu sonho. Quando chegou à idade ideal, Zélia decidiu ir ao convento das irmãs Vicentinas de Alençon para pedir que lhe admitissem. A superiora, sem muito interrogatório, simplesmente disse que ela não tinha vocação e pediu que voltasse para casa. Zélia, desiludida com essa resposta, passou a dedicar-se a outro sonho: ser bordadeira do ponto de Alençon.

 Um dia… Zélia e Luís se encontraram casualmente atravessando a ponte São Leonardo. Já se conheciam, viram-se muitas vezes… Zélia recordará mais tarde que sentiu em seu coração uma voz interior que lhe dizia: “Foi este que eu preparei para ti”…O noivado foi relâmpago, aconteceu depois de três meses, o que provocou uma grande felicidade para a mãe de Luís, que finalmente viu suas orações atendidas… No dia 13 de julho de 1858, ano em que a igreja proclamaria o dogma da Imaculada Conceição a partir das aparições de Nossa Senhora de Lourdes, foi realizado o matrimônio entre Zélia Guérin e Luís Martin. Foi uma cerimônia para pouquíssimos convidados, realizada à meia noite, na Igreja de Nossa Senhora de Alençon. Era costume naquele tempo…casar-se na calada da noite.


Filhos
Zélia e Luís tomaram a decisão de ter muitos filhos…Nasce a primeira filha do casal, Maria Luísa…Todos os filhos e filhas do casal recebia o nome de “Maria” como sinal de agradecimento à Virgem Maria, que era tão amada e venerada na família Martin. Aliás, no dia do casamento, Luis e Zélia receberam como presente a imagem de Nossa Senhora das Vitórias, que mais tarde ficou conhecida, por causa do milagre do sorriso a Santa Teresinha, como Nossa Senhora do Sorriso. O grande sonho de Zélia era ter um filho sacerdote. Isso nunca aconteceu, mas os pais não rejeitaram as filhas que Deus lhes enviara.


A santa família de Teresinha representada
neste ícone moderno. 


1.    Maria Luísa (1860-1940) – Ir. Maria do Sagrado Coração no Carmelo de Lisieux(1886)
2.    Maria Paulina (1861-1951) – Ir. Inês de Jesus no Carmelo de Lisieux(1882);
3.    Maria Leônia (1864-1941) – Ir. Francisca Teresa na Visitação em Caen(1898);
4.    Maria Celina (1869-1959) – Ir. Genoveva da Sagrada Face no Carmelo de Lisieux(1894)
5.    Maria Francisca Teresa (1873-1897) – Santa Teresinha – Carmelo

 Irmãos falecidos antes de Santa Teresinha nascer:
 +Maria Helena(1864-1870);
+José Maria(1866-1867)
+João Batista Maria (1867-1868)
+Maria Melânia Teresa (1870 – falecida aos 3 meses de idade) – p.28
Vários filhos e filhas pequeninos morreram.A dor não lhes faltava pela morte de parentes e amigos. Mas tudo sabiam aceitar com amor e ofereciam ao Senhor. (p.33)

 Parte da Carta de Zélia Guérin
 “Agora, todos os dias, estou a espera do meu anjinho…Se Nosso Senhor me concedesse a graça de poder amamentar o meu filho seria um grande prazer para mim”.
 Mas os sonhos os homens são diferentes dos sonhos de Deus. Não nasceria um menino, e sim uma menina, que se tornou a alegria não só da família Martin, mas do Carmelo, da Igreja e do mundo: Teresinha.


 Nascimento
 Em uma quinta-feira, dia 2 de janeiro de 1873, às vinte e três horas e trinta minutos, nasce a doce menina, que mais tarde se autodefine como “uma flor primaveril”.

 Ao dar à luz, Dona Zélia faz a oração que costuma rezar após o nascimento de cada um de seus filhos: “Concedei-me a graça de ela vos ser consagrada e de nada vir a manchar a pureza de sua alma.Se há de perder-se um dia, prefiro que a leve imediatamente.

 Ao amanhecer, um menino desconhecido deixou debaixo da porta um papel com a seguinte poesia: Cresce depressa a sorrir, tudo te chama a alegria, doces cuidados, ternura…Oh! sim, sorri o futuro Botão que acabas de abrir. Hás de ser rosa algum dia.


 Dor
 A despeito de toda alegria, a saúde de Teresinha não era das melhores. Os médicos ficam preocupados, pois a mãe não poderia amamentá-la. Era urgente procurar uma ama de leite. (P.43) …Zélia foi a Samallé, onde encontrou Rosinha, que já tinha sido ama de leite de outros seus dois filhos…Em uma carta que escreve para a cunhada Zélia relata o drama vivido: “A ama de leite, ao ver Teresinha, abanou a cabeça como se dissesse que a criança estava perdida. Eu subi para o meu quarto, ajoelhei-me aos pés de São José e implorei dele a graça de curar a minha filha, resignando-me, contudo, à vontade de Deus, se a quisesse levar. Não choro muitas vezes, mas desta vez as lágrimas corriam enquanto eu fazia esta oração…A criança a mamar com todas as suas forças. Não largou o seio senão por volta de uma hora da tarde; vomitou alguns goles e caiu morta em cima da cama. Estávamos cinco pessoas em volta dela. Sentíamo-nos paralisados…
 A pequenina, aparentemente não respirava…Por fim, depois de uns quinze minutos, a minha Teresinha abriu os olhos e começou a sorrir. Desde este momento ficou absolutamente curada, voltou-lhe o bom aspecto e a alegria e vai o melhor possível. (p.45-46).

 Carta da Zélia Guérin
 Rosinha diz que nunca viu uma criança mais interessante. Há de ser muito engraçada e até muito linda, basta colocá-la de pé encostada a uma cadeira e já se segura muito bem, sem cair. Toma suas precauçõezinhas e parece muito inteligente. Parece-me que há de ter um caráter excelente, porque sorri sem cessar, com uma expressão de predestinada. A minha Teresinha desde quinta-feira, começou a andar. É meiga e linda como um anjinho. Tem um caráter encantador. Já se nota bem: tem um sorriso tão meigo! Como me tarda vê-la em nossa casa. É uma menina muito encantadora, muito meiga e muito adiantada para a sua idade. (p.47).



 Bons exemplos
 Costumavam rezar juntos, liam bons livros sobre a vida dos santos, o terço era recitado todos os dias e a oração ocupava um lugar de preeminência tanto na vida familiar como na de cada membro da casa…Incentivavam suas filhas a ter devoção e amor à Virgem Maria…Todos os pobres que batessem à porta da família eram bem recebidos e acolhidos, recebendo roupa e comida. Nunca lhes negaram nada…O amor ao Papa e aos sacerdotes sempre foi cultivado na família Martin. Os padres tinham pousada garantida em sua casa quando passavam por Alençon. Outro momento que exemplifica o amor da família pela igreja, mais especificamente o amor de Teresinha, foi na grande peregrinação em Roma, por ocasião do jubileu de ouro sacerdotal do papa Leão XIII. Foi uma peregrinação mais de padres que de leigos, e foi nesta ocasião que Teresinha descobriu sua vocação para rezar pelos padres…Suas relações com os sacerdotes eram impregnadas de atenções que raiavam pela veneração. Não consentia a menor palavra de crítica ou de troça a seu respeito. (p.50-52).

 Trabalho
 Luís não ganhava muito dinheiro com sua relojoaria, além disso, ele e sua esposa não trabalhavam aos domingos e dias santos de guarda, quando o povo saía das aldeias vizinhas para Alençon, para participar da missa e depois fazer compras. Tanto a relojoaria de Luís Martin como a loja de Zélia não abriam aos domingos, assim o povo era obrigado a procurar outros comerciantes para poder adquirir o que lhes era necessário. Mas para o casal o dia do Senhor era sagrado, e mesmo que perdessem dinheiro por não trabalharem nesse dia, permaneciam fiéis. …Luís Martin não gostava de ter dívida com ninguém, e era especialmente consciencioso em pagar os operários no dia certo o que lhes era devido. (p.31-32)

 Carta apaixonada de Zélia Guérin a Luis Martin
 Quando o marido não podia acompanhá-la em suas visitas a Lisieux, ela ficava triste, preocupada e cheia de saudades e de amor, como mostra esta carta do dia 31 de agosto de 1873:
 “Meu querido Luís,
 Chegamos ontem às quatro e meia da tarde. O meu irmão, que estava na estação à nossa espera, ficou radiante quando nos viu. Ele e a mulher fazem o quanto podem para nos arranjar distrações. Hoje, domingo, há uma bela recepção aqui em casa, à noite, em nossa homenagem. Amanhã, segunda-feira, haverá um grande banquete na casa da senhora Maudelond e, possivelmente, um passeio de carro à casa de campo da senhora Fournet. As pequenas andam encantadas. Se o tempo estivesse bom, seria para elas o auge da felicidade. Mas eu sou mais custosa de desarmar. Nada disso me interessa! Ando exatamente como os peixes que tu tiras para fora da água: já não estão no seu ambiente, não lhes resta senão morrer. Creio que era o que me aconteceria se a minha permanência aqui tivesse sido prolongada…Acompanho-te em espírito a toda hora. Digo para mim mesma: “Neste momento está a fazer isto ou aquilo”. Quanto me tarda ver-me junto de ti, meu querido Luís! Amo-te de todo o meu coração e sinto que o meu afeto aumenta com a privação da tua presença que tanto sinto. Seria impossível para mim viver separada de você. Esta manhã assisti a três missas. Fui às das seis, fiz a ação de graças e rezei as minhas orações durante a das sete, e voltei à missa cantada. O meu irmão não está descontente com os negócios que não vão mal. Diz a Leônia e a Celina que lhes mando muitos beijos saudosos e que levarei para elas uma lembrança de Lisieux.
 Verei se é possível escrever-te amanhã, mas não sei a que horas voltaremos de Trouville. Escrevo com muita pressa porque estão à minha espera para ir fazer visitas. Regressamos na quarta-feira à tarde, às sete e meia. Como me parece distante! Beijo-te com muito amor. As filhinhas recomendam-me que te diga que estão muito contentes por terem vindo a Lisieux e que te mandam muitos beijos (Carta de Zélia a Luís, de 31 de agosto de 1873). (p.57).

 Educação
 Os pais de Teresinha preocupavam-se muito com a educação das cinco filhas…Em outubro de 1868, Maria e Paulina entraram no Colégio da Visitação de Mans. A saída das pequeninas de CSA foi relatada pela mãe em carta para seu irmão Isidoro:
 Não pode imaginar quanto me custa sepa rá-las de mim, mas é preciso saber fazer um sacrifício pela felicidade delas…Maria é uma aluna excelente…Paulina aprende quanto quer e é adiantada…(p.60).
 “Não estou nada descontente com a minha Leônia. Se chegássemos a triunfar aquela teimosia e moldar-lhe um pouco o caráter, faríamos dela uma boa menina, dedicada, sem medo de sacrifícios…ontem…ao meio-dia disse-lhe que fizesse sacrifícios para vencer o seu mau humor e que, a cada vitória alcançada, meteria uma avelã numa gaveta que lhe indiquei para contarmos a noite.Ela ficou toda contente, mas como não havia avelãs, mandei-lhe trazer uma rolha que parti em sete rodelinhas. À tarde perguntei-lhe quantos ‘atos’ fizera. Nada, tinha corrido tudo o pior possível . eu não fiquei contente e dirigi-lhe censuras severas, dizendo-lhe que não valia a pena, nessas condições, pedir para ser religiosa. Começou a chorar, banhando-me o rosto co lágrimas de sincero arrependimento e hoje há estão as rodelinhas de cortiças na gaveta.”(p.62).
 Zélia revelou: “Como me sinto feliz em ter essa filha…o meu marido é doido por ela. É inacreditável o que ele se sacrifica por ela de dia e de noite.(p.63)


Foto da santa mostrando já sinais de
saúde debilitada pela doença. 
O câncer de Zélia
 Em 1876, um novo alarme: a saúde de Zélia piorava. Estava com câncer, que se alastrava silenciosamente em seu organismo. “Se Nosso Senhor permitir que eu morra disto, farei o possível para me resignar o melhor que puder e suportar o meu mal com paciência, para ter menos tempo de purgatório. (p.69).
 Sem murmurar, Zélia seguiu o seu calvário, carregando com dignidade, junto com familiares e parentes a sua cruz…(p.74)
 Após a morte de Zélia, Luís se viu sozinho e sem direção para conduzir a família sem a presença da esposa. Zélia confiava muito em seu irmão, Isidoro, que era farmacêutico toma a iniciativa de cuidar com afinco da família Martin…(p.77).



 Lembranças de Teresinha sobre o Pai
 Ah! Como era bom, depois da partida de damas, sentar-me com Celina no Colo de papai…Com sua bela voz, ele cantava melodias que enchiam a alma de pensamentos profundos… ou embalando-nos, recitava versos repletos das verdades eternas…Não sei dizer o quanto amava papai; tudo nele causava-me admiração.Era o ano de 1887.  O papa Leão XIII celebrava as bodas de ouro de sacerdócio…muitos tentavam ir a Roma para prestar uma homenagem.Luís Martin se colocou em fila para fazer esta viagem com Teresinha e Celina.
 Mas os mais belos “peixes” que Luís ofereceu ao Carmelo foram suas quatro filhas, que uma a uma levantaram voo dos Buissonnets para o Carmelo.
 E, 29 de julho de 1894, Luís estava preparado para ir para a casa do Pai…sem esforço, como uma criança que adormece em paz, o Sr. Martin entregava a alma a Deus. Tinha quase setenta e um anos. De Luís Martin se dizia: “Era admirável na caridade, não julgava nunca os outros e achava sempre desculpa para os defeitos do próximo.” (p.117)
 Recorda-te de que outrora na terra tua felicidade era sempre nos amar. De tuas filhas escuta agora a prece, protege-nos, digna-te ainda nos abençoar. Encontraste, no céu, nossa Mãe querida Que já te precedera na Pátria eterna: Agora nos céus reinais os dois. Velais por nós! Lembra-te de Maria, tua bem-amada, Tua primogênita, a mais cara a teu coração; Lembra-te de que ela preencheu tua vida com seu amor, encanto e felicidade…Por Deus renunciaste a sua doce presença e abençoaste a mão que te oferecia sofrimento…Ah, sim, do teu diamante, Cada vez mais brilhante, Recorda-te…
 Um casal especial – Frei Patrício Sciadinni. Os pais de Santa Teresinha. Canção Nova. 2010.