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sábado, 12 de dezembro de 2015

SÃO JOÃO DE BRÉBEUF, Presbítero e Mártir.


Missionário jesuíta nascido numa pequena aldeia Condé-sur-Vire na Normandia, em 25 de março de 1593; falecido no Canadá, perto Georgian Bay, em 16 de março de 1649. Entrou na Companhia de Jesus em 8 de novembro de 1617. Era um homem de grande estatura que tinha muita facilidade para aprender línguas o que favoreceu sua nomeação para as missões com os índios do Canadá.
Dedicou-se particularmente à evangelização da nação Huron, aprendendo a sua língua que ele ensinava aos missionários, pois não havia possibilidade de comunicação e de evangelização sem o conhecimento da língua nativa.  Viveu 15 anos com os Hurons morando nas suas famosas habitações chamadas de “wigwam”, feitas de troncos finos galhos e grama.
Enfrentou o frio, a fome e o constante perigo de ataques da parte dos Iroquêses, tribo cruel determinada a exterminar as missões dos Hurons e os missionários.   Até que em março de 1649, recusando-se de fugir para ficar com os Hurons da aldeia, foi capturado pelos Iroquêses e cruelmente torturado.  Amarrado a um tronco, derramaram sobre a sua cabeça água fervente esboçando o batismo; arrancaram-lhe as unhas, puseram-lhe ao redor do pescoço um colar de pedras em brasa, arrancaram-lhe o couro cabeludo, introduziram na sua garganta uma flecha em brasa e, como não soltava nenhum gemido, nenhum grito, nem queixa de nenhuma espécie, beberam seu sangue e comeram seu coração pensando assim adquirir a sua coragem.  Quando os Iroquêses se retiraram, amigos vieram recolher o que restou de seu corpo para leva-lo a Quebec.
Foi canonizado junto com os seus companheiros em 1930.  Ele é o padroeiro do Canadá, e, embora tinha sete companheiros: Isaac Jogues, Antônio Daniel, Carlos Garnier, Gabriel Lalemant, João de la Lande, Noël Chabanel e Renato Goupil, ele sempre foi o mais admirados de todos.


Em cima: João de Brébeuf
No centro: João de La lande e Renato Goupil
A esquerda em cima: Isaac Jogues
A esquerda em baixo: Noël Chabanel
Em baixo: Gabriel Lalemant
À direita em cima: Antônio Daniel
A direito em baixo: Charles Garnier

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Serva de Deus Maria Josefa Menéndez, Virgem e Mística.


María Josefa Menéndez (* 04 de fevereiro de 1890, Madrid, España; † 29 de dezembro 1923, Mosteiro Les Feuillants Poitiers, Francia), foi uma mística e religiosa da Companhia do Sagrado Coração de Jesus.
Teve uma infância feliz, rodeada por três irmãs menores e um irmão menor que morreu na infância. Provinha de uma família modesta. Cedo sentiu a vocação monacal. Como costureira e filha maior, desde 1907 teve que intensificar o trabalho para ajudar o sustento de sua família. Diante de muitíssimos pedidos, abre com sua irmã Mercedes uma oficina de costura. Possuía qualidades de liderança e um caráter alegre. Em 1912 seu pai morreu. 

Em 1917 ingressou no noviciado das Filhas Reparadoras do Divino Coração, com uma grande pena para sua mãe. Foi somente quando sua irmã menor passou a ser capaz de fazer-se útil com seu trabalho em casa que ela resolveu deixar Madrid. Em 05 de fevereiro de 1920, uniu-se ao Sagrado Coração no mosteiro das monjas “Les Feuillants de Poitiers”, na França.
No mosteiro, a irmã coadjutora Josefa experimentou visões do Sagrado Coração de Jesus das quais fazia registros escritos. Destacam-se também numerosas visões que teve do inferno e dos condenados que ali habitam. Em seus escritos, Irmã Josefa explica como os condenados são torturados por demônios segundo as causas de suas condenações. Como exemplo, os ladrões penam com as mãos ardendo em chamas.
Irmã Josefa explica com detalhes o som dos lamentos, das cadeias e dos gritos de espanto que se podem escutar no mundo inferior, assim como o odor tóxico de enxofre e de carne podre dos pecadores que se abrasam. De volta a si de suas visões as irmãs do mosteiro podiam constatar nas vestimentas de Irmã Josefa um estranho odor de carne podre. Sua vestição se realizou em 16 de julho de 1920. Professou seus votos religiosos em 16 de julho de 1922.
Pouco tempo após seu falecimento, em 1923, se abriu a causa de sua beatificação.
Em 1938, com a permissão do então Cardeal Secretário de Estado Eugênio Pacelli (que será Pio XII), o Editorial do Apostolado da Oração de Toulouse publicou “Um Appel à l’Amour”, a biografia de Josefa Menéndez, que inclui seus próprios registros de suas visões. Essa biografia, com as descrições contidas em suas visões, foi traduzida para vários idiomas e já foi divulgada em todo o mundo. Josefa escreveu em castelhano a primeira versão de sua biografia “Um Appel à l’Amour”.