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sábado, 5 de março de 2016

SANTA VALBURGA, Virgem e Abadessa beneditina.



Resumo biográfico

Repleta de fé e de amor a Deus, Santa Valburga nos aponta o caminho da santidade e do suave perfume de uma vida dedicada a Deus. “Confirmada no santo amor de Deus, tendo vencido o mundo e todos os seus atrativos, repleta de fé, saturada de caridade com os adornos da sabedoria e a joia da castidade, notável pela benevolência e humildade, foi receber o galardão que devia coroar tantas virtudes”. Assim um monge relata para nós a vida de Santa Valburga.



Nascida em Devonshire na Inglaterra por volta de 710, Valburga era filha de Ricardo, rei dos Saxões do Oeste e Viana, que morreu logo cedo e irmã de Vilibaldo e Vunibaldo que também foram elevados à honra dos altares. Valburga e sua família, apesar de muito nobres eram cristãos muito piedosos. Muitos abriram mão desta nobreza e de toda a realeza a que tinham direito para viver uma vida de santidade.
Por volta do ano 721, Ricardo que havia entregado o trono ao seu sobrinho, juntamente com seus filhos realizaram uma peregrinação para a Terra Santa. Naquela época eram perigosas as peregrinações por conta da violência dos saxões, mas nada os impediu de seguirem viagem. Valburga foi confiada à priora da Abadia de Wimbourne na cidade de Dorsetshire. Seu pai veio a falecer dois anos depois na cidade de Luca na Itália e foi sepultado pelos dois filhos que posteriormente se tornaram sacerdotes.

Valburga se tornou monja e em 748 foi enviada à Alemanha para fundar novos mosteiros e escolas. Acolhida pelo Bispo Bonifácio, empreendeu grandes projetos de evangelização e diversos milagres consolidaram sua santidade vindo a tornar-se abadessa.
Morreu no dia 25 de fevereiro de 779. Seu corpo foi sepultado no mosteiro de Heidenheim e posteriormente transladado para a Igreja de Eichestat. Foi canonizado no ano de 893 e seu corpo encontrava-se incorruptível. Do seu túmulo brotava um óleo de suave perfume que ficou conhecido como “Óleo de Santa Valburga” por ser milagroso.
Que o “suave perfume” da santidade e de uma vida dedicada a Deus possa exalar de nossos corações e com a intercessão de Santa Valburga possamos perfumar o mundo com a graça de Deus.


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      Biografia 
   Santa Valburga foi uma das mais populares santas da Idade Média. Ela nasceu na Inglaterra. Seu pai, Ricardo, possuía um castelo em Dorsetshire; sua mãe, Viana, era piedosa e mãe extremosa. Ambos são venerados como santos pela Igreja. O casal teve três filhos: Vilibaldo, Vinibaldo e Valburga.
   Vilibaldo foi educado na Abadia de Waltham, perto de Winchester. Vinibaldo, de temperamento menos ativo e mais contemplativo, foi educado em casa. Quando tinha seis anos de idade, nasceu-lhe uma irmã que foi batizada com o nome de Valburga, equivalente no grego a Eucheria, que significa “graciosa”. Muito cedo perderam a mãe e uma amizade muito profunda ligou os dois irmãos.
     Em 721, Vilibaldo, então com cerca de vinte anos, manifestou o desejo de visitar a Terra Santa. Deixou a abadia com a licença de seu superior e voltou para Dorsetshire para persuadir o irmão a acompanhá-lo na viagem. Ricardo estava enfermo e Vinibaldo não queria deixá-lo só. Sequer mencionou ao pai os planos do irmão mais velho. Mas, este revelou seu plano e tão eloquente foi, que o pai resolveu acompanhar os filhos na peregrinação.
     Valburga tinha então 11 anos apenas. Ela sabia, contudo, que as peregrinações, muitos frequentes entre os saxões, exigiam muito dos viajantes que enfrentavam dificuldades e perigos; muitos meses se haviam de passar antes que fosse possível receber noticias dos peregrinos; o seu pai era velho, talvez não resistisse aos rigores da penosa e longa peregrinação... Todavia, nada fez para dissuadir seu pai de tão santa decisão.
     A Rainha Cuthberga fundara recentemente em Dorsetshire a Abadia de Wimbourne. Esposa do Rei Alfredo, a rainha sentira um chamado para uma dedicação total a Deus e obtivera licença do esposo para se tornar monja. O magnífico mosteiro duplo de Wimbourne tornou-se logo célebre pela santidade de seus habitantes e austeridade da sua disciplina.
     Ricardo resolveu levar a pequena Valburga para esta grande abadia, para que dela cuidassem as monjas enquanto ele se ausentava. Ao se despedir de seu pai, Valburga não imaginava que não o tornaria a ver: o santo homem faleceu na Itália, sendo sepultado pelos dois filhos em Lucca.
     Enquanto seus irmãos abraçavam a vida monástica em Roma, Valburga adotou também o estado religioso, passando vinte e seis anos em Wimbourne.

     Destes vinte e seis anos pouco se sabe, mas, tendo em vista que o nível intelectual das monjas daquele mosteiro era muito elevado, pois escreviam com fluência o latim e o grego, e com facilidade citavam os clássicos, sendo notáveis suas iluminuras e transcrições de Missas, Sagradas Escrituras, etc., além de bordados em fio de ouro e prata, presume-se que Valburga recebeu sólida instrução e aperfeiçoou-se em todos estes trabalhos.
     Aconteceu então que São Bonifácio, tio de Valburga, o grande apóstolo da Alemanha, foi a Roma pedir ajuda para o seu trabalho missionário naquela região. O Papa instou Vilibaldo e Vinibaldo a acompanharem o dedicado tio.
     Mais tarde, por meio de uma carta dirigida a Lioba, sua prima, e a Valburga, sua sobrinha, São Bonifácio convidou-as a fundar um mosteiro em sua diocese, para mostrar às mulheres daquela região o exemplo das virgens cristãs. Após breves preparativos Santa Lioba e Santa Valburga, com algumas companheiras, deixaram sua terra natal para devotar suas vidas à conversão da Alemanha.
     Durante a viagem da Inglaterra para a Alemanha as monjas enfrentaram uma tempestade que obrigou os marinheiros a se desfazerem da carga. Valburga implorou a Deus e, sobrevindo repentina calma, os viajantes desembarcaram sãos e salvos em Antuérpia. Na mais antiga igreja desta cidade há uma gruta onde Santa Valburga costumava rezar enquanto esperava para reiniciarem a viagem. Ela é muito venerada naquela cidade desde sua permanência ali.
     Vilibaldo fundou o Mosteiro de “Eihstat”, que se tornaria mais tarde a Diocese de Eichstätt. Valburga tornou-se abadessa de um mosteiro beneditino feminino em Heidenheim - morada dos pagãos, em alemão - local onde já se instalara seu irmão Vinibaldo com seus monges. Em breve o significado desse nome perderia o sentido, pois os dois mosteiros converteram gradualmente a aridez espiritual e material da região, e os campos deram abundantes colheitas.
     À morte de seu irmão, Valburga assumiu a direção do mosteiro masculino que ele dirigira. Ela era muito respeitada e amada ainda em vida. Sua vida de profunda oração, sua caridade e coragem, bem como os milagres que ela realizava, tornaram-na venerada pelo povo que vivia à sombra dos mosteiros dirigidos por ela.
     Nos últimos anos, conforme relata o monge Wolfhard que escreveu sua vida mais ou menos cem anos depois de sua morte, ela "confirmada no santo amor de Deus, tendo vencido o mundo e todos os seus atrativos, repleta de fé, saturada de caridade com os adornos da sabedoria e a joia da castidade, notável pela benevolência e humildade, foi receber o galardão que devia coroar tantas virtudes".


     Santa Valburga foi assistida por seu irmão São Vilibaldo em seus últimos momentos, tendo ele lhe administrado os Sacramentos. Ela faleceu em 25 de fevereiro de 779 e foi sepultada ao lado do irmão Vinibaldo. Cem anos depois, o Bispo Otkar de Eichstätt, resolveu restaurar a igreja e o mosteiro de Heidenheim, e exumou o corpo de Santa Valburga que foi encontrado incorrupto e coberto por um fluido precioso, qual puríssimo óleo. O corpo foi transladado para a Catedral de Eichstätt, e milagrosas curas se operaram durante o trajeto da preciosa relíquia.
     Há mais de mil anos esta misteriosa umidade oleosa, que é coletada das relíquias de Santa Valburga pelas monjas, vem operando milagrosas curas. Os documentos mais antigos que relatam os milagres atribuídos ao óleo foram escritos entre 893 e 900.
     Este óleo tornou-se conhecido como "óleo de Santa Valburga" e vem sendo um sinal de sua contínua intercessão. O óleo é colocado pelas religiosas em pequenas ampolas de vidro que são dadas aos peregrinos. Curas atribuídas à intercessão de Santa Valburga acontecem até os nossos dias.

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    No século XVI, a terra natal de Santa Valburga, Inglaterra, separou-se da Igreja Católica após séculos de fidelidade a Roma. Naquele século, muitos católicos foram martirizados por não aceitarem a nova igreja fundada pelo rei Henrique VIII, que se autoproclamou chefe da Igreja Anglicana. Depois dele, os reis da Inglaterra sempre exerceram aquele cargo até os dias de hoje.

     Neste início do século XXI, entretanto, uma onda de conversões de anglicanos percorreu todo o Reino Unido (Inglaterra e suas ex-colônias).

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Beata Vilburga (ou Wliburgis), Virgem Reclusa de São Floriano.



Por causa de sua vida de oração e de penitência, a Beata Vilburga atraiu
o ódio e a perseguição do inferno, que tudo fez, com visões pavorosas,
 para demover-lhe a fé e tirar sua persevera na oração.

     A figura desta Beata, uma vida de reclusa em extrema penitência, é difícil de ser compreendida pela mentalidade moderna voltada para uma liberdade e um prazer desenfreados. Vilburga (também conhecida como Wilburgis, Wilberg), que nasceu no território da Áustria atual, viveu durante quarenta anos em uma cela.


     Vilburga nasceu nas proximidades da Abadia de São Floriano. O pai, Henrique, morreu durante uma peregrinação a Jerusalém; ela foi educada sob os cuidados da mãe e da governanta. Aos 16 anos, com a amiga Matilde, fez uma peregrinação, longa e corajosa para aqueles tempos, sobretudo por uma jovem sozinha, a São Tiago de Compostela, na Espanha, uma das grandes metas de peregrinação na Idade Média.
     De volta a sua terra natal, a amiga Matilde desejava fazer com ela uma outra peregrinação, desta vez a Roma. Mas Vilburga já fizera uma escolha mais definitiva e completa de sua vida. Renunciando ao mundo, no dia da Ascenção de 1248, se fechou solenemente em uma cela junto à igreja dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho de São Floriano. A Abadia de São Floriano era já renomada e ainda hoje sua fama persiste.
     Os eremitas daquele século escolhiam esta forma de isolamento, isolavam-se em pequenas construções erigidas no exterior dos conventos, mas bastante próximas para que eles usufruíssem da direção espiritual dos monges. Às vezes até monges do mesmo convento escolhiam esta forma de penitência para um período de maior mortificação e dedicação à ascese.
     Através de uma janela que defrontava na igreja conventual, Vilburga participava da liturgia dos monges. Sua amiga Matilde também tomou uma cela vizinha, num regime de semi-liberdade, podendo providenciar mantimentos e fornecendo-os também a Vilburga.
     Esta vida de reclusa durou 40 anos, até sua morte. Ela só deixou sua cela uma vez, e por pouco tempo, quando em 1275, para fugir dos soldados de Rodolfo de Asburgo (1218-1291), imperador do Sacro Império Romano desde 1273, acompanhou os monges agostinianos na fuga para dentro dos muros da cidade de Enns, que tem o mesmo nome do rio que a atravessa, afluente do Danúbio. 
     Pelos méritos de sua união com Deus, teve dons sobrenaturais, como a visão dos acontecimentos contemporâneos. Era tal sua fama de espiritualidade e vida interior, que leigos e religiosos, pecadores e pessoas piedosas, gente de todas as classes sociais, postavam-se diante da janela de sua cela para pedir conselhos e orações àquela mulher que era um exemplo de penitência.
     A fama de Vilburga ultrapassou os limites da Áustria, tendo sido convidada pela Beata Inês de Praga († 1282 ca.), depois por Catarina, sobrinha do Beato Gregório X, que a convidou a fundar um convento na Itália, mas em ambos os casos a Beata não quis abandonar sua cela, o silêncio e o recolhimento.
     Manteve uma correspondência epistolar com o célebre monge cisterciense Gustolfo de Viena.
     Com 56 anos morreu em sua cela, no dia 11 de dezembro de 1289. Foi sepultada na igreja do vizinho convento de São Floriano, onde ainda repousa em um sarcófago da cripta.
     O seu culto continuou ininterruptamente nestes séculos; peregrinos da Áustria e da Alemanha continuam a fluir para venerá-la. Já em vida foi considerada uma santa e no aniversário de sua morte uma Missa solene é celebrada, embora não tenha sido oficialmente beatificada pela Igreja.

     Sua vida foi inspiração literária de alguns escritores alemães.

(Fonte:  blog Heroínas da Cristandade, com permissão)

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Beatos Francisco, Abdel-Mooti e Rafael Massabki, Leigos Maronitas e Mártires.



Os três irmãos Massabki, leigos maronitas,
trucidados por muçulmanos em Damasco. 
Beatos Francisco, Abdel-Mooti e Rafael Massabki, leigos católicos maronitas. Martirizados em Damasco, Síria, em 10 de julho de 1860 e beatificados pelo Papa Pio XI em 07 de outubro de 1926. Sua memória é celebrada em 10 de julho.

Os três irmãos: Francisco, Abdel-Mooti e Rafael Massabki, leigos católicos maronitas, foram vítimas de uma sangrenta perseguição desencadeada no século XIX pelos turcos contra a Igreja Patriarcal Maronita.
Eles morreram em Damasco, na Síria, em 10 de julho de 1860 e, em tal data, são comemorados pelo Martyrologium Romanum, tendo sido beatificados em 1926 pelo Sumo Pontífice Pio XI. A iconografia trata de representa-los juntos, ajoelhados diante do altar, outras vezes com a espada, objeto de seu martírio.
É necessário dizer que os três irmãos Massabki estão já citados juntos com os Beatos Mártires Franciscanos de Damasco, com os quais sofreram o martírio e foram beatificados em 10 de outubro de 1926 pelo Papa Pio XI.
Eles pereceram na trágica noite de 09-10 de julho de 1860, que reduziu o bairro cristão de Damasco, na Síria, em um monte de escombros fumegantes. Os oito missionários franciscanos (sete espanhóis e um austríaco) desenvolviam sua vida comunitária no convento de Damasco, estendendo o apostolado entre a população local.
Os oito frades franciscanos mortos
em Damasco pelos muçulmanos. 
Em determinado momento, os “drusos”, seita religiosa de origem muçulmana shiita, dando largas a seu fanatismo de intolerância religiosa, desencadearam nos anos 1845-1846 e, depois, especialmente em 1860, sua cólera contra os cristãos, atacando com fúria homicida a cidade, fazendo suas vítimas.
Os franciscanos Emanuel Ruiz, Carmelo Volta, Engelberto Kolland, Ascânio Nicanor, Pedro Soler, Nicolás Alberga, Francisco Pinzo e Juan Santiago Fernández refugiaram-se entre os sólidos muros do convento e, com eles também os três fiéis cristãos maronitas, seus colaboradores.



Por desgraça, talvez entre os serventes locais, havia um traidor que assinalou uma pequena porta secundária, que ninguém havia pensado em bloquear, permitindo aos fanáticos fundamentalistas islâmicos massacrar a todos com golpes de cimitarra.
Damos agora alguma notícia sobre os três irmãos de sangue de Damasco. Eles gozavam na comunidade maronita de grande estima, como observantes e zelosos cristãos. 
Francisco, o irmão mais velho, era um negociante de seda muito rico. Não obstante, observava os preceitos religiosos com exatidão, fazendo-os também observar pelos familiares. Um dia foi muito duro com uma filha que havia violado o jejum quaresmal. Iniciava sua jornada diária assistindo à celebração da Missa e a terminava com a função litúrgica vespertina e, em vista disso, antecipava o fim do dia de negócios.
Abdel-Mooti, por sua vez, havia se retirado dos trabalhos de comerciante, temendo não poder ter sempre a consciência tranquila, e dedicou-se ao ensino na escola dos Franciscanos.
Também, em cada manhã, assistia à Missa com a filha, fosse qual fosse o tempo, mesmo com neve. Prevendo seu fim, naquele dia despediu-se de seus alunos, exortando-os a não temer o martírio, considerando-o uma graça divina.
Rafael era celibatário e amava a solidão contemplativa, entre sua casa e a igreja vizinha. Transcorria muitas horas, todos os dias, em oração e em meditação. Ajudava a seu irmão Francisco nos negócios e era o sacristão da vizinha igreja dos franciscanos.
Quando já fazia uma hora após a meia noite, os drusos penetraram no convento, onde se haviam refugiados com os oito franciscanos. Eles foram chamados pelo nome e obrigados pelos fundamentalistas a abjurar a fé cristã e aderir à fé islâmica. Se assim fizessem, haveriam de salvar a vida. Porém, eles, singularmente, como os cristãos dos primeiros tempos, rechaçaram com palavras de fé genuína e convicta, sendo massacrados a golpes de cimitarra, sabres e maças de ferro. A Rafael lhe foi sacada a cabeça e seu corpo foi pisoteado. Quando, em 17 de dezembro de 1885 foi iniciado o processo para a beatificação dos mártires franciscanos de Damasco, os três irmãos Massabki, se bem que pereceram no mesmo dia, lugar, motivo e circunstâncias, foram esquecidos.
Porém, quando na primavera de 1926 a causa estando já concluída, fixando-se a data da solene beatificação para o dia 10 de outubro, o episcopado maronita, que, como é conhecido, está unido à Igreja de Roma, com o arcebispo de Damasco à frente, apresentou ao Papa Pio XI uma urgente instância, a fim de que os três irmãos Massabki, maronitas, mortos também eles no assassinato perpetrado pelos drusos muçulmanos, fossem agregados à glória dos padres franciscanos, como o foram na vida e no martírio.
O Papa Pio XI com um gesto que permanece único na história da Congregação dos Ritos, reconhecendo legítima a apresentação e a investigação, dispôs um processo sumário sobre a vida e sobre a morte de Francisco, Abdel-Mooti e de Rafael Massabki. Encarregou, para isto, o Mons. C. Salotti, promotor da Fé, e Frei Santarelli, Postulador dos Frades Menores, que viajaram à Síria e ao Líbano para as indagações, recolhendo os devidos e genuínos testemunhos, compreendido entre esses aquele do pároco maronita, Moussa Karam, seu contemporâneo que escapou milagrosamente da matança.
Em 07 de outubro, o Papa Pio XI, tendo em vista as provas recolhidas e concedendo a dispensa dos milagres prescritos, firmou o decreto para sua beatificação, que como já se havia dito, teve lugar em 10 de outubro sucessivo, junto com os oito frades franciscanos.