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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Beato Egídio de Assis, Clérigo e Discípulo de São Francisco de Assis.




Discípulo de São Francisco, clérigo da Primeira Ordem (+1262). Pio VI aprovou seu culto no dia 4 de julho de 1777.

Dos primeiros companheiros de Francisco de Assis nenhum lhe era mais caro ao coração do que um irmão muito simples que ele chamava “nosso cavaleiro da Távola Redonda”. Jovem de uma piedade e de uma pureza de vida singulares, Egídio admirava seu concidadão Francisco à distância, mas não ousava aproximar-se dele, até o dia em que soube que seus amigos Bernardo e Pedro tinham-se tornado seus companheiros, decididos a viver com ele uma vida de pobreza. Egídio imediatamente resolveu fazer o mesmo. Ao sair da cidade, encontrou-se com seu mestre e os dois estavam absorvidos na conversa, quando foram abordados por uma mendiga.

“Dá-lhe o teu casaco” – disse-lhe São Francisco, ao se dar conta de que nenhum deles tinha dinheiro. E o candidato a discípulo prontamente obedeceu. O teste foi suficiente: no dia seguinte, Egídio recebeu o hábito. Primeiramente ficou com Francisco, acompanhando-o em suas viagens de evangelização pela Marca de Ancona e outras regiões não distantes de Assis, mas um sermão em que o Fundador exortou os discípulos a saírem pelo mundo afora, levou Egídio a fazer uma peregrinação a Compostela.

Pode-se dizer que ele praticamente percorreu o seu caminho de ida e volta sempre trabalhando, porque, quando possível, retribuía as esmolas com algum serviço pessoal, e distribuía com os outros tudo o que recebia ou possuía, inclusive o seu próprio manto, sem se preocupar com as zombarias que sua aparência grotesca provocava. Depois de seu retorno à Itália, foi enviado a Roma, onde ganhava seu sustento, executando trabalhos como o de carregar água ou cortar lenha. Uma visita à Terra Santa foi seguida de uma missão a Túnis, destinada a converter os sarracenos. A expedição resultou em fracasso. Os cristãos locais temiam sofrer com o ressentimento dos muçulmanos e, em vez de acolherem e ajudarem os missionários, obrigaram-nos a voltar a seus navios, antes mesmo de darem início à missão. Frei Egídio passou o resto de sua vida na Itália, principalmente em Fabriano, Rieti e Perusa, onde morreu.

Apesar de sua simplicidade e de sua falta de cultura, ele era dotado de uma sabedoria infusa que levava as pessoas de todas as condições a consultá-lo. Aos que procuravam seus conselhos, a experiência ensinava que evitassem certos assuntos ou palavras cuja simples menção fazia o frade mergulhar em êxtase, durante o qual parecia totalmente alheio ao mundo. Os próprios garotos da rua sabiam disto, e, quando o viam passar, gritavam: “Paraíso! Paraíso!” Egídio tinha veneração pelas pessoas cultas, e certa vez perguntou a São Boaventura se o amor dos ignorantes para com Deus se igualaria ao de uma pessoa culta. “Iguala sim – foi a resposta do santo. Uma boa velhinha analfabeta pode amar a Deus melhor do que um doutor letrado da Igreja”.


Encantado com a resposta, Frei Egídio correu para o portão do jardim que olhava para a entrada da cidade e gritou: “Escutai-me, vós todas, boas velhinhas! Vós podeis amar a Deus melhor do que Frei Boaventura”. Neste momento entrou em êxtase que durou três horas. Na medida do possível, ele vivia uma vida retirada, em companhia de certo discípulo. Este depois declarou que, em todos os 20 anos que passaram juntos, nunca ouviu seu mestre pronunciar uma palavra vã. Seu amor ao silêncio era verdadeiramente notável. Conta-nos uma bela lenda que S. Luís de França, por ocasião de sua viagem à Terra Santa, desembarcou secretamente na Itália, para visitar seus santuários. Em Perusa, procurou Frei Egídio, a respeito do qual ouvira contar muitas coisas. Depois de se abraçarem efusivamente, os dois se ajoelharam um ao lado do outro, em muda oração, e em seguida se separaram, sem terem trocado uma palavra sequer exteriormente.

Durante toda a sua vida, o Beato Egídio sofreu terríveis tentações do demônio, mas, como bom soldado de Cristo, considerava muito normal ter de lutar contra o inimigo de seu Mestre. Ele odiava a ociosidade. Quando vivia em Rieti, o Cardeal Bispo de Túsculo gostava frequentemente de tê-lo como seu companheiro à mesa, mas Egídio só comparecia se pudesse ganhar o almoço prestando algum serviço. Certo dia de muita chuva, seu anfitrião lhe garantiu que, como era impossível trabalhar no campo, ele devia aceitar a refeição de graça. Seu hóspede, porém, não era pessoa fácil de dissuadir. Penetrando furtivamente na cozinha do cardeal, que achou extremamente suja, Egídio ajudou a fazer uma boa limpeza nela, antes de voltar à mesa de seu anfitrião.

A dor pungente que lhe causou a morte de São Francisco foi seguida, naquele mesmo ano, pela maior alegria de sua vida, pois Nosso Senhor lhe apareceu em Cetona, com o mesmo aspecto que tinha quando estava neste mundo. Posteriormente, Egídio costumava dizer a seus irmãos que nascera quatro vezes: no dia de seu próprio nascimento, no dia do batismo, no dia da tomada de hábito e no dia em que viu Nosso Senhor.

Os ditos áureos de Frei Egídio, muitos dos quais chegaram até nós, foram publicados muitas vezes. Eles nos revelam uma profunda vida espiritual, aliada a uma aguda capacidade de percepção das coisas.


As fontes da vida do Beato Egídio são tão numerosas, que é impossível enumerá-las aqui. O elemento principal é uma biografia, escrita, ao que parece, em sua forma primitiva, por Frei Leão, mas conservada em duas recensões distintas, conhecidas como Vida Longa e Vida Breve. Encontra-se uma discussão exaustiva desses e de outros materiais em W. W. Seton, Blesseti Giles ot Assisi (1918), que atribui a prioridade à Vida Breve e publica um texto latino e uma tradução. A Vida Longa foi incorporada na Chronica XXIV Generazium, publicada em Quaracchi em 1897. Vejam-se também I Fioretti de S. Francisco de Assis (numerosas edições), e Léon, “Auréole séraphique” (trad. para o inglês), voI. II, p. 89-101.

SANTA BERNADETE SOUBIROUS: os grandes milagres desta Santa.



Aqui no Brasil, a Santa Bernadete de Lourdes talvez não seja tão conhecida quanto no exterior, porém isso não torna sua história menos atraente. Além de diversos milagres, o que mais intriga em relação a Santa não é o que ela fez em vida, mas sim o que seu corpo tem feito depois de morta. Ou melhor, o que ele tem deixado de fazer: Decompor-se. Sim, exatamente isso, mesmo tendo passado 136 anos de sua morte, o corpo permanece intacto. Por mais que não tenha sido submetido a nenhum tipo de mumificação ou algo do gênero.

Confira abaixo, a história de alguns milagres dessa Santa, bem como os aspectos misteriosos que rondam o seu corpo.



Milagres de Santa Bernadete de Lourdes



O milagre do Círio
Este milagre ocorreu na presença de um médico, o doutor Douzous, que na época era médico de Lourdes. O médico era famoso na região pela sua ciência e filantropia, não sendo um frequentador na igreja, salvo as exceções em que ia para festas e oficialidades.

Durante a 17° aparição, o médico pode ver nas mãos de Bernadete, que se encontrava adoentada e de cama, um círio grande e aceso. O médico relata, em documento oficial, o assombro e pavor com o qual ele viu a chama do círio enrolar-se à volta da mão esquerda de Bernadete sem queimá-la.

Ainda, segundo o relato do próprio médico, que observava o fenômeno com o relógio nas mãos: O evento durou cerca de quinze minutos. Ao do fim êxtase em que Bernadete se encontrava, quando a chama aparecera em sua mão, o médico examinou a mão da jovem e notou que não havia nenhum sinal de queimadura.

O milagre, hoje, é reconhecido oficialmente pelo Vaticano.


A cura de uma deficiente

Catarina Latapié era uma jovem moça que acabou por cair de um Carvalho, quando tentava colher algumas boletas para dar aos porcos de sua família. O acidente com Catarina, que ocorreu em outubro de 1856, deixou na moça um braço deslocado, bem como dois dedos da mão dobrados e paralisados. Devido a medicina da época, foi possível somente recuperar o braço, coisa que atrapalhou o trabalho de Catarina, que não podia mais tricotar.

Porém, mesmo estando grávida de nove meses, ela saiu a pé de sua casa e foi até a cidade de Lourdes, que contavam cerca de 7 km de distância da sua residência. Lá, ela participou da Aparição do dia 1° de Março, onde fez muitas preces a Deus pedindo que a Nossa Senhora de Lourdes lhe concedesse a cura.

Terminada a Aparição, a moça se dirigiu ao fundo da gruta, onde Bernadete alega ter tido contato com a Virgem Maria e, ao deixar a mão repousar sobre uma bacia de água que se fez no local, seus dedos voltaram ao normal miraculosamente.

A cura de um tuberculoso

Uma jovem mãe, cujo filho estava com tuberculose, foi até o convento onde Bernadete ficava e levou consigo a coberta do berço da criança. Uma vez no convento, a mãe alegou que ainda não tinha terminado o bordado. Foi então que Bernadete se ofereceu para concluir o serviço.

A jovem mãe, então, volta para casa com o cobertor de seu filho, que é colocado para forrar a cama onde o rapaz dormia. Miraculosamente, então, o menino é curado da tuberculose. O fato é comprovado por documentos oficiais da região, bem como é aceito por verdadeiro pelo Vaticano.



A cura de um Aleijado

Aconteceu que, em uma outra ocasião, uma jovem mãe acompanhada de sua filha, portadora de uma incurável enfermidade (que lhe impedia de andar), resolveu levar sua filha ao convento, uma vez que a medicina nada mais podia fazer por ela, na época.

No convento, a jovem mãe foi recebida pela Madre que, enquanto falava com a mulher, a Madre deixou-a nos braços de Bernadete, recomendando, acima de qualquer coisa, que não a pusesse no chão.
Após algumas horas, quando a superior veio procurar Bernadete, encontrou-a chorando, com receio de ser punida. Pois a criança debatera-se de tal modo em seus braços, que ela se viu obrigada – apesar da proibição – a colocar a criança no chão.

Chão este em que a menina andava e corria, com muita alegria, em torno dela. O relato está gravado em documentos oficiais do convento.






Seu corpo, absolutamente incorrupto.
Mas estes são, apenas, alguns relatos dos milagres feitos em vida. Porém, o que intriga o mundo até hoje, são os feitos após sua morte. Principalmente, com relação ao corpo de Bernadete que se encontra intacto, mesmo após ter passado exatos 136 anos de sua morte.

O corpo foi examinado por um médico do Vaticano, o qual alegou que o mesmo está completamente conservado, inclusive seus órgãos e tecidos internos. Segundo o médico: “É como se ela ainda estivesse viva!”.

Não existe nenhuma explicação cientifica para o fato, principalmente pelo motivo de que a Academia Internacional de Ciências não tem acesso ao cadáver. Mesmo assim, atualmente o corpo da Santa Bernadete de Lourdes está em exposição desde 3 de agosto de 1925 na Igreja de Saint Gildard, em Nevers, na França.


E você, já conhecia a história de Bernadete? Acredita nesses relatos? Qual seria possível explicação para o corpo não ter se decomposto ainda, mesmo que este não tenha passado por nenhum processo de embalsamento?



Dia da exumação do corpo da Santa. Nota-se que o mesmo está absolutamente intacto, como
se houvesse acabado de falecer. A exumação foi acompanhada por várias autoridades religiosas,
civis e eclesiásticas. Percebe-se que ninguém está esboçando estar sentindo mal cheiro. 




O corpo da Santa, intacto, como atualmente pode ser visto na capela do convento de Nevers, França. Como, após a exposição à luz natural e aos flashes de máquinas começasse a apresentar leve
escurecimento na hemiface esquerda, decidiu-se proteger o rosto e mãos com fina camada protetora. 

Os órgãos internos permanecem intactos, como se tivesse falecido hoje. 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

AS 12 MULHERES QUE FIZERAM A DIFERENÇA NA HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA.



O mote feminista “mulheres comportadas raramente fazem história” pode ser bem discutível quando olhamos para essa lista. A frase só é aplicável se entendemos que “comportada” é uma mulher insossa e que não se interessa por nada nem ninguém. Mas se os que repetem essa frase chamam de “comportadas” as mulheres com uma estatura moral irrepreensível, então estão enganados.

Embora a Igreja Católica confira o sacramento da ordem – que torna alguém diácono, padre ou bispo – apenas a homens, isso não significa que as mulheres sejam meras atrizes coadjuvantes em sua história. A começar por Maria, a mãe de Jesus, cuja veneração acima de todos os outros santos é incompatível com a imagem de opressora das mulheres que às vezes se tenta colocar à Igreja Católica; e por Maria Madalena, a primeira a ver Jesus ressuscitado, a “apóstola dos apóstolos”, como é chamada pela tradição oriental.

Ultimamente, as mulheres têm passado a ocupar papéis na Igreja também institucionalmente. Bento XVI nomeou em 2010 duas subsecretárias para organismos da Cúria Romana: na Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, a religiosa Nicoletta Vittoria Spezzati (já sucedendo outra freira); e no Pontifício Conselho Justiça e Paz, a leiga Flaminia Giovanello. Além disso, há doze anos a Pontifícia Academia para as Ciências Sociais é presidida por mulheres: de 2004 a 2014, Mary Ann Glendon, e desde então, Margaret Scotford Archer.

No entanto, a contribuição das mulheres se estende muito além da ocupação de cargos de direção: o dinamismo das diversas vocações dentro da comunhão eclesial permite que não seja a hierarquia o critério absoluto dos caminhos que a Igreja toma. A história dessas doze mulheres atesta isso: sem elas, e muitas outras, a Igreja católica não seria como a conhecemos hoje.


Santa Priscila (século I)
Priscila e o seu esposo Áquila eram fabricantes de tendas, assim como Paulo. Por essa razão, quando o apóstolo chegou à cidade grega de Corinto, decidiu morar e trabalhar com eles. Depois de um tempo, Paulo viajou para a Síria e eles o acompanharam. Em uma escala em Éfeso, na atual Turquia, o casal se encontrou com Apolo, um judeu que já admirava Jesus. A Bíblia diz que eles “o levaram consigo e expuseram-lhe mais profundamente o caminho do Senhor” (At 8, 26). Apolo tornou-se então um dos grandes evangelizadores do início do cristianismo. Paulo diz ainda que o casal arriscou a vida por ele e que todas as comunidades cristãs dos gentios lhe eram gratas (Rm 16, 4).


Santa Flávia Júlia Helena ou, simplesmente, Santa Helena (250-330)
Foi a primeira mulher do imperador romano, Constâncio, tendo sido mãe do seu sucessor, Constantino, o primeiro imperador romano a se converter ao cristianismo. Também cristã, Helena fez entre os anos de 327 e 328 uma peregrinação à Terra Santa, ordenando a construção de igrejas nos lugares da paixão de Cristo. Morreu pouco depois de voltar de Jerusalém, por volta dos 80 anos de idade. Diz-se que de lá Helena trouxe algumas relíquias ligadas à paixão, como alguns fragmentos da cruz, um pedaço da placa colocada sobre a cruz, parte da coroa de espinhos e um dos pregos, conservadas hoje na Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, em Roma, construída onde antes se localizava o palácio de Helena.


Santa Hilda de Whitby (614-680)
Primeiramente abadessa de Hartlepool, Hilda fundou no ano de 657 a abadia de Whitby; ambas se localizavam na costa leste da Grã-Bretanha. Beda, o Venerável, o primeiro a escrever uma história da Inglaterra, poucas décadas depois da morte de Hilda, a descreve como uma mulher de grande energia e uma administradora e professora de grande habilidade. As duas abadias que administrou eram mistas: Hilda era superiora tanto da comunidade masculina quanto da feminina, que moravam em alas separadas, mas se reuniam para as orações na igreja abacial. Reis e princesas buscavam o conselho de Hilda e cinco monges da sua abadia se tornaram bispos.


Santa Hildegarda de Bingen, virgem e doutora da Igreja (1098-1179)
A abadessa alemã teve uma produção intelectual impressionante: escreveu sobre medicina, linguística, música e ciências naturais e compôs música para ser usada na liturgia de seus mosteiros, bem como o único drama musical medieval cuja letra e música chegaram aos nossos dias. Muitos se dirigiam a ela para se aconselhar: conservam-se centenas de cartas dirigidas a bispos, monges, monjas, abades e ao imperador Frederico Barbarossa, a quem recriminou severamente quando do seu apoio a três antipapas. No final de sua vida, Hildegarda empreendeu quatro viagens de pregação, durante as quais fazia sermões em mosteiros, catedrais e praças, exortando sobretudo os monges e o clero à coerência de vida.


Santa Catarina de Sena (1347-1380)
Obrigada pelos pais a se casar com o viúvo de sua irmã, Catarina fez um jejum de protesto e, pressionada a cuidar da aparência para atrair um marido, cortou os cabelos. No fim, seus pais permitiram que vivesse como bem entendesse: nunca se casou e nunca foi freira, consagrando-se a uma vida ativa e piedosa fora do convento. Cuidava de pobres e doentes, viajava e escrevia cartas, orientando questões políticas e religiosas. Catarina correspondeu-se longamente com o papa Gregório XI, na época em que o papado estava sediado em Avignon, na França, pedindo-lhe que voltasse a Roma e reformasse o clero. Florença a enviou – com apenas 29 anos – para resolver uma questão política com o papa e, depois disso, Gregório voltou a Roma.



Santa Joana d’Arc
“Senhor, vim conduzir os seus exércitos à vitória”: foi assim que uma piedosa camponesa de 17 anos, vestida de forma masculina, se apresentou ao delfim da França, Carlos, pretendente ao trono. Joana d’Arc assumiu então o comando militar de quatro mil soldados, em meio à Guerra dos Cem Anos, uma disputa territorial e dinástica entre a França e a Inglaterra, e empreendeu a missão de reconquistar a cidade de Orleans, tomada pelos ingleses havia oito meses – saiu vitoriosa e conduziu Carlos a Reims, onde foi coroado. Presa depois pelos aliados dos ingleses, foi submetida a um julgamento que durou mais de um ano, até que foi condenada à morte e queimada viva em praça pública.



Santa Teresa de Ávila (1515-1582)
A reformadora da ordem carmelita é provavelmente a mulher de maior destaque em toda a história da Igreja – se descontarmos aquelas que aparecem na Bíblia. Uma das grandes personalidades da Reforma Católica, período de reação à Reforma Protestante, Teresa foi a primeira mulher a ser declarada Doutora da Igreja, em 1970. Seus textos – Castelo Interior, Caminho de Perfeição e muitos outros – são referência indispensável para a mística e a espiritualidade cristãs. Em vinte anos, fundou 17 conventos. Essa intensa atividade, por parte de uma mulher e ainda por cima monja de clausura, valeu-lhe ser investigada pela inquisição e ser chamada de “inquieta e andarilha” pelo núncio papal na Espanha.


Santa Luísa de Marillac (1591-1660)
Luísa prometeu na juventude servir somente a Deus, mas seu tutor a usou em uma manobra política e a obrigou a se casar com um membro da corte francesa. Depois de doze anos, Luísa enviuvou e passou a ser acompanhada pelo padre Vicente de Paulo, que pediu para que ela dirigisse os serviços de caridade que um grupo de senhoras realizavam. Anos depois, ela e quatro mulheres fizeram votos de servir a Cristo nos pobres: foi o início das Filhas da Caridade, a primeira congregação de freiras não enclausuradas, que têm “por mosteiro a casa do doente, por cela um quarto de aluguel, por claustro as ruas da cidade ou as salas dos hospitais”, nas palavras de Vicente. Em 18 anos, Luísa fundou comunidades em mais de trinta cidades.


Santa Teresa de Lisieux ou Teresinha do Menino Jesus (1873-1897)
Entre os 35 Doutores da Igreja, encontra-se uma jovem francesa que morreu aos 24 anos. A monja carmelita Teresa do Menino Jesus não foi uma escritora tão prolífica quanto a sua xará do século XVI: além de cartas e poemas, escreveu apenas uma obra, a autobiografia espiritual História de uma alma. Mesmo assim, a sua influência se espalhou rapidamente após a sua morte e hoje, 119 anos depois, pode ser comparável à da reformadora espanhola; Teresinha, como é chamada, é uma das santas de maior devoção na Igreja. O seu ensinamento centra-se na noção de “pequena via”: a confiança simples que se abandona a Deus como uma criança, caminho acessível para chegar à santidade.



Santa Maria Faustina Kowalska (1905-1938)
Desde a experiência de Faustina, ocorrida nos anos 1930, ficou claro que não é possível deixar de centrar a mensagem da Igreja no anúncio da misericórdia divina. As visões e os escritos da freira polonesa são um dos principais elementos responsáveis pela ênfase crescente dada ao tema da misericórdia nas últimas décadas na Igreja. Foi na sua esteira que João XXIII falou que era hora de a Igreja usar o “remédio da misericórdia”, na abertura do Concílio Vaticano II; que João Paulo II escreveu a encíclica Dives in Misericordia e instituiu o domingo seguinte à Páscoa como “Domingo da Divina Misericórdia”; e que Francisco proclamou este ano como o Jubileu Extraordinário da Misericórdia.


Beata Teresa de Calcutá (1910-1997)
O seu nome se tornou sinônimo de bondade desinteressada. Teresa deixou o convento em que morava na Índia para se dedicar aos mais marginalizados da sociedade, devolvendo a dignidade a moribundos abandonados nas sarjetas da cidade de Calcutá. Muitas mulheres se juntaram a ela e a congregação das Missionárias da Caridade se espalhou pelo mundo. Madre Teresa foi reconhecida mundialmente pelo trabalho de sua congregação – recebeu, entre outras honras, o Nobel da Paz em 1979. Hoje, a congregação está presente em 133 países com mais de 4.500 religiosas, trabalhando sobretudo junto a refugiados, aidéticos, leprosos, crianças abandonadas, sem distinção de religião, como fez Madre Teresa desde o início.


Serva de Deus Chiara Lubich (1920-2008)
Marcada pela experiência da Segunda Guerra Mundial em sua juventude, Chiara Lubich deu início a um projeto centrado na espiritualidade da unidade, o Movimento dos Focolares, hoje presente em 182 países. As suas intuições, que iam de encontro às necessidades da Igreja em uma sociedade multicultural e multirreligiosa, anteciparam e acompanharam os passos do Concílio Vaticano II. Foi convidada a falar na ONU, no Parlamento Europeu, nos sínodos do Vaticano e a grupos de muçulmanos, judeus, budistas e hindus. Visitando o Brasil, fundou o projeto “Economia de Comunhão”, que reúne diversos segmentos da sociedade empenhados em viver uma cultura econômica voltada para a comunhão, em alternativa ao estilo de vida capitalista.



Fonte: Sempre Família

domingo, 10 de abril de 2016

SANTA JOANA D'ARC, Virgem, Patrona da França e Heroína Nacional.



Uma simples camponesa, com apenas 17 anos de idade, assume o comando de exércitos e salva sua pátria de um desaparecimento inglório.
Certas lendas parecem-se tanto com a realidade a ponto de levantar a pergunta: "Será, de fato, simples lenda?" Em sentido contrário, certas narrações históricas revestem-se de tantos aspectos surpreendentes que suscitam uma desconfiança: "Mas isto é mesmo real?".
Um dos mais expressivos exemplos do segundo caso é a vida de Santa Joana d'Arc, uma das maiores epopeias da História. São desconcertantes os traços de sua curta existência. Seriam mesmo inexplicáveis abstraindo-se a graça de Deus, que transformou essa delicada virgem camponesa em guerreira intrépida e fez de seu nome uma saga, um mito, um poema.



Desde muito pequena, preparada para sua grande missão.

Quando Joana nasceu, em 1412, a França sangrava dolorosamente havia já 75 anos, nos duros embates da Guerra dos Cem Anos, contra a Inglaterra. O nome de seu vilarejo natal, situado no Ducado de Lorena, soa como um toque de sininho de aldeia: Domrémy.

Filha de camponeses honrados e laboriosos, ali passou ela sua infância, aprendendo o mesmo que as outras meninas de sua idade. "Ela se ocupava, como as demais mocinhas, fazendo os trabalhos de casa e fiando, e, algumas vezes, como eu mesma vi, cuidava dos rebanhos de seu pai" - conta Hauviette, sua amiga.

Entretanto, a nota dominante de sua infância foi sua exemplar piedade. Desde muito pequena, Deus a atraía para a contemplação de panoramas elevados. Destinada a grandes feitos, sua fé deveria ser robusta. Gostava imensamente de frequentar a igreja, e com sumo interesse dava os primeiros passos no aprendizado da doutrina cristã.

Jamais poderia ela imaginar a grande missão para a qual sua alma estava sendo preparada. Ouçamo-la narrar, com encantadora simplicidade, um acontecimento que a marcou profundamente: "Quando eu tinha mais ou menos 13 anos, ouvi a voz de Deus que veio ajudar-me a me governar. Eu ouvi a voz do lado direito, quando ia para a Igreja. Depois que ouvi esta voz três vezes, percebi que era a voz de um anjo. Ela me ensinou a me conduzir bem e a frequentar a igreja".

Tempos depois, sabendo já que aquela "voz" era de São Miguel Arcanjo, conta: "Ela [a voz] me disse ser necessário que eu, Joana, fosse em socorro do Rei da França".


Aos 17 anos, parte para a vida de batalhas

A Filha Primogênita da Igreja estava numa situação calamitosa. Em 1337, o Rei Eduardo III da Inglaterra, reivindicando para si o Trono da França, desencadeou a Guerra dos Cem Anos. Enfraquecidos por fatores de ordem moral e religiosa, além de graves discórdias internas, os franceses sofreram reveses sucessivos. Em 1420, foram obrigados a assinar o humilhante Tratado de Troyes, em consequência do qual o Rei da França perdeu o trono em favor do Rei da Inglaterra. Assim, a nação francesa caminhava para um inglório ocaso.

Precisamente nesta trágica circunstância, surge a figura argêntea de Santa Joana d'Arc, a camponesa iletrada, mas instruída nas vias da virtude por três enviados de Deus: o Arcanjo São Miguel, Santa Catarina de Sena e Santa Margarida de Antioquia.

Quando ela completou 17 anos, as "vozes do Céu" lhe indicaram que o momento de agir havia chegado. Saindo da casa paterna, Joana conseguiu convencer o Capitão Roberto de Baudricourt a conduzi-la à presença do "Delfim" (assim era chamado o monarca francês Carlos VII, ainda não coroado Rei), o qual se encontrava em Chinon.

Com a convicção e confiança recebida das vozes celestes, afirmava ela ser a vontade do rei do Céu que Carlos fosse coroado, e que ela era chamada a comandar em nome de Deus os exércitos franceses para expulsar da França as tropas inglesas.

Após vencer muitas dificuldades, a pastora de Domrémy chegou à corte no dia 6 de março de 1429. Nesta ocasião ela se encontraria, por fim, com o monarca que ela própria levaria ao trono. Para testar a autenticidade da missão da qual ela assegurava estar incumbida, e também para divertir-se frivolamente às custas da "ingênua" camponesa, Carlos decidiu disfarçar-se no meio de seus cortesãos, enquanto outro ficaria sentado no trono, vestido com os trajes reais.

Entrou a Santa e foi apresentada ao falso Delfim. Sem dar-lhe maior atenção, ela imediatamente passou a observar todas as fisionomias do recinto, até ver Carlos escondido em um canto. Fixou nele seu puro e penetrante olhar, e fez-lhe uma profunda reverência, dizendo: "Muito nobre senhor Delfim, aqui estou. Fui enviada por Deus para trazer socorro a vós e vosso reino". O assombro geral logo deu origem a estrondosas aclamações.

Em longa conversa, Santa Joana d'Arc expôs a Carlos VII a missão a ela confiada pela Providência e solicitou que lhe fosse posto à disposição um exército para acorrer logo em defesa de Orléans. Convencido, afinal, pelo que vira e ouvira, Carlos não hesitou em fazer o que a enviada de Deus lhe indicava.


Coroação do Rei: dia de glória e alegria

Desta forma o mundo de então presenciou um fato absolutamente inédito: Joana, a "donzela", marcha à frente dos exércitos franceses, conduzindo-os para uma batalha decisiva.





A presença dessa virgem resplendente de inocência e de certeza na vitória impunha respeito no acampamento e dava novo alento aos oficiais e soldados. Proibiu terminantemente as bebidas alcoólicas e os jogos. Sobretudo, fez questão de que os soldados pudessem confessar-se e receber a santa Comunhão.

Seus conselhos de guerra jamais falharam, causando admiração aos mais experimentados generais. A tomada de Orléans foi um esplêndido triunfo! Em meio à batalha, lá estava ela segurando seu branco estandarte bordado com a imagem de Nosso Senhor e as palavras Jesus, Maria.

Após a tomada de Orléans, seguiram-se outras grandes vitórias. Graças a Joana d'Arc, renascera na França o ideal de unidade e a esperança de reconquistar o território perdido. O povo não poupava entusiásticas manifestações de gratidão e admiração pela "Donzela".

Chegou, enfim, o almejado dia em que o Rei da França voltou a ocupar o trono ao qual só ele tinha direito. Em 17 de julho de 1429, na Catedral de Reims, Carlos VII foi solenemente coroado, tendo a seu lado Santa Joana d'Arc com seu estandarte. Alguém lhe perguntou o motivo da presença daquele lábaro de guerra numa cerimônia de coroação, e recebeu pronta resposta: "Ele esteve comigo na hora do combate, é natural que esteja também no momento da glória".

Foi um dia de grande festa. Mais do que nunca, a alegria invadia-lhe a alma. Embora os ingleses não tivessem ainda sido expulsos totalmente, o Reino da França já estava restabelecido!



Uma terrível perplexidade

Em pouco tempo, porém, a essa alegria se sobreporiam as pesadas sombras da ingratidão, das intrigas e da traição.

O Rei, sentindo-se agora poderoso e firme em seu trono, rapidamente se esqueceu da gratidão devida a essa heroica donzela. Pior ainda, Carlos VII, dominado por surda inveja, abandonou-a à própria sorte.

Santa Joana d'Arc sofreria da mesma forma que o Divino Salvador, o qual, depois de ser recebido triunfalmente no Domingo de Ramos, foi crucificado na Sexta-Feira Santa.

Mesmo assim, ela continuou a luta, disposta a não depor armas enquanto houvesse tropas inglesas no território francês. Tentando salvar a cidade de Compiègne, em 1430, ela foi feita prisioneira por soldados da Borgonha (aliada da Inglaterra) e entregue aos ingleses.

Estes a levaram a um falso tribunal da Inquisição, formado irregularmente e presidido por um bispo indigno e corrupto, Pierre Cauchon, ao qual foi oferecida alta soma em dinheiro. Esse bispo também era favorável ao retorno da posse do trono francês ao rei da Inglaterra.

Perante o iníquo tribunal, a inocente jovem foi acusada de heresia e bruxaria. Não faltou quem atribuísse suas vitórias a um acordo com os espíritos malignos. Não lhe foi dado um defensor, mas ela, assistida pelo Espírito Santo, defendeu-se com tanta segurança e sabedoria que deixou pasmos tanto os acusadores quanto os juízes.

Esse tribunal, porém, não se reunira para julgar... A sentença condenatória já estava decidida de antemão. A salvadora da França foi condenada à pena de morte na fogueira em praça pública.

Torturada pelas pressões e injustiças das quais era vítima, Joana tinha um sofrimento maior, uma terrível perplexidade: o Rei estava reposto em seu trono, mas os ingleses ocupavam ainda boa parte do território francês; iria ela morrer sem ter cumprido inteiramente sua missão?


O prêmio da confiança e da fidelidade

Na manhã triste e fria do dia 30 de maio de 1431, ela foi queimada viva na cidade de Rouen, aos 19 anos de idade. Amarrada em meio às chamas e olhando para seu crucifixo, ela reafirmou em altos brados a inabalável confiança no cumprimento de sua missão: "As vozes não mentiram! As vozes não mentiram!". Depois, consumida dolorosamente pelas chamas, Joana gritou em voz alta, por várias vezes, o Santíssimo Nome de Jesus. E esse Nome pronunciou até entregar sua bela alma ao Senhor.

Terá ela recebido nesse instante supremo alguma revelação que a tirou da angustiante perplexidade? Ter-lhe-ão "as vozes" falado uma última vez, explicando que, graças ao irresistível impulso por ela dado, em pouco tempo a França estaria livre dos invasores?

Quem saberá dizer? O certo é que em 1453, após a batalha de Castillon, os ingleses foram expulsos do Reino da França.


Em 1456, portanto, vinte e cinco anos após sua morte, um inquérito judicial realizado por ordem do Rei teve como resultado a declaração da inocência de Joana d'Arc. Beatificada por São Pio X em 1909, foi ela canonizada por Bento XV em 1920. A Santa Igreja celebra sua festa no dia 30 de maio.

Guardadas as devidas proporções, essa virgem guerreira e mártir bem poderia cantar como a Mãe de Deus:

"Minha alma glorifica o Senhor (...) porque lançou os olhos sobre a baixeza de sua serva, e eis que de hoje em diante me proclamarão bem-aventurada todas as gerações. Porque realizou em mim maravilhas Aquele que é poderoso e cujo nome é santo."

(Fonte: Carmela W. Ferreira; Revista Arautos do Evangelho, Maio/2004, n. 29, p. 32 à 35)





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Santa Joana D'Arc: exemplo de santidade na política

Em uma de suas audiências gerais (26/01/2011) o Papa Bento XVI falou sobre Santa Joana D'Arc e destacou seu "belo exemplo de santidade para os leigos empenhados na vida política, sobretudo nas situações de maior dificuldade".

O Sumo Pontífice lembrou que Santa Catarina de Sena e Santa Joana D'Arc são as figuras mais características de "mulheres fortes" que, no fim da Idade Média, mostraram sem medo a luz do Evangelho em momentos difíceis da história.

O Santo Padre salientou a força das mulheres em episódios cruciantes da história. Recordou o exemplo de Nossa Senhora e de Santa Maria Madalena: "Podemos escutar as santas mulheres que permaneceram no Calvário, próximas a Jesus crucificado e a Maria, Sua mãe, enquanto os apóstolos fugiram e o próprio Pedro negou Jesus três vezes”.


Santa Joana D'Arc

Bento XVI lembrou que Santa Joana D'Arc viveu num período conturbado da história da Igreja e da França: ela nasceu em 1412, quando existia um Papa e dois antipapas. Junto com este cisma na Igreja, aconteciam contínuas guerras entre as nações cristãs da Europa. A mais dramática delas foi a "Guerra dos Cem Anos", entre França e Inglaterra.

"A compaixão e o empenho da jovem camponesa francesa diante do sofrimento do seu povo tornou mais intenso o seu relacionamento místico com Deus", explicou o Papa.

Santidade na Contemplação e ação

O Pontífice recordou que um dos aspectos mais originais da santidade desta jovem foi a ligação entre a experiência mística e contemplativa e a missão e ação política: "Depois dos anos de vida oculta e crescimento interior, seguem dois anos, curtos, mas intensos, de sua vida pública: um ano de ação e um ano de paixão".

Paz e justiça entre os cristãos

O futuro Rei da França, Carlos VII, rendeu-se aos conselhos da camponesa de Domremy, depois de ela passar por exames de teólogos.

A proposta que ela tinha era de uma verdadeira paz e justiça entre os povos cristãos, à luz dos nomes de Jesus e Maria. Esta proposta foi rejeitada e Joana, então, se engaja na luta pela libertação de seu país em 8 de maio 1429.

"Joana vive com os soldados, levando a eles uma verdadeira missão de evangelização. Muitos testemunham sua bondade, sua coragem e sua extraordinária pureza. É chamado por todos, como ela mesma se definia, ‘la pucelle', a virgem", conta o Papa.



Condenação de uma santa

Em 1430, ela é presa por seus inimigos, que a julgaram. "Os juízes de Joana eram radicalmente incapazes de compreender, de ver a beleza de sua alma, não sabiam que condenavam uma santa".

Na manhã do dia 30 de maio, recebe pela última vez a Comunhão na prisão e, em seguida, é conduzida à praça do velho mercado. Pede a um dos sacerdotes para manter diante dela um crucifixo e, assim, morre "olhando Jesus Crucificado e pronuncia mais vezes e em alta voz o Nome de Jesus".

O nome de Jesus, confiança e amor a Deus

"O Nome de Jesus, invocado por essa santa até os últimos momentos de sua vida terrena, era como o contínuo respirar de sua alma, um hábito do seu coração, o centro da sua vida", ressaltou o Santo Padre. Para o Pontífice, o "mistério da caridade de Joana D'Arc é aquele total amor de Jesus que está sempre em primeiro lugar na sua vida. "Amá-lo, significa obedecer sempre a sua vontade. Ela afirmava com total confiança e abandono: ‘Confio-me a Deus, meu Criador, amo-o com todo meu coração'", destacou o Papa.

Oração: diálogo contínuo com Deus

Esta santa viveu a oração como um diálogo contínuo com Deus que iluminava também seu diálogo com os juízes e dava paz e segurança. "Em Jesus, Joana contempla também a realidade da Igreja, a ‘Igreja triunfante' do Céu, como a ‘Igreja militante' da Terra. Segundo suas palavras, ‘é tudo uma coisa só: Nosso Senhor e a Igreja'.

Amar a Igreja

"No amor de Jesus, Joana encontra a força para amar a Igreja até o fim, também no momento de sua condenação", enfatiza o Santo Padre.


Por fim, Bento XVI afirma que o luminoso testemunho de Santa Joana D' Arc convida a um alto padrão de vida cristã: "fazer da oração o fio condutor dos nossos dias, tendo plena confiança no cumprimento da vontade de Deus, seja ele qual for; viver a caridade sem favoritismos, sem limites, e atingindo, como ela, no Amor de Jesus, um profundo amor pela Igreja". Santa Joana D'Arc, foi canonizada pelo Papa Bento XV, em 1920. (JG).