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terça-feira, 19 de abril de 2016

Serva de Deus Irmã Clemência (Francisca Benícia) Oliveira, Filha da Caridade.


São muitos  os relatos de "graças" e "milagres" alcançados por Irmã Clemência entre o bom povo do maciço de Baturité e regiões vizinhas. Irmã Clemência, fiel à sua vocação vicentina, foi um anjo de caridade entre os pobres, os doentes e os aflitos. Como o Brasil é o "país do esquecimento" em relação aos seus bons e santos filhos, é pouco provável que um dia a santa irmã seja beatificada e/o canonizada. Para tal, seria necessário um grande esforço por parte da Arquidiocese de Fortaleza, do clero, pastorais e movimentos leigos no sentido de torná-la mais conhecida. 
Eu, como bom cearense, trago para os leitores do Blog Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus uma breve biografia (carecem as fontes na internet) de Irmã Clemência e rogo a Deus que na terra seja conhecida e amada aquela que, com certeza, no Céu, goza do prêmio reservado aos Santos e Santas. 


Nasceu a 23 de agosto de 1896, em Redenção, Ceará. Filha da Caridade de São Vicente de Paulo.
Os habitantes de Baturité e Pacoti, bem como religiosas e ex-alunas do Colégio da Imaculada Conceição, em Fortaleza, lembram-se de Irmã Clemência (Francisca Benícia) de Oliveira. Quem conviveu com esta Filha da Caridade atesta sua santidade. Sem curso superior, fez-se enfermeira dos pobres. Podemos até dizer que ela foi a “Irmã Dulce” daquela região.
Por 13 anos, Irmã Clemência trabalhou na cozinha do Colégio da Imaculada, em uma época em que não se usava gás butano — os fogões eram movidos a lenha, o calor e a fumaça predominavam. Tendo adoecido no trabalho, dele nunca reclamara. Descoberta a enfermidade, foi transferida para Pacoti, onde instalou o Patronato e iniciou seu serviço aos pobres.
Enviada para Baturité (1943), dedicou-se à Vila dos Velhinhos, da Sociedade de São Vicente de Paulo, e aos doentes. Enfermeira dos pobres foi, também, pedinte junto aos comerciantes, nas feiras, para conseguir doações em alimentos e, em Fortaleza, remédios. Faleceu, santamente, no dia 2 de julho de 1966.

Dom Aloísio Lorscheider autorizou a abertura do seu processo de canonização, em 10 de setembro de 1975. Com sua transferência para Aparecida, coube ao Administrador Apostólico, D. Geraldo Nascimento, introduzir a causa. A parte local do processo foi encerrada em 1° de agosto deste ano, com cerimônia religiosa na Matriz de Baturité.
Entre as pessoas que se dispuseram a testemunhar as virtudes de Irmã Clemência encontram-se freiras, advogados, médicos, pessoas do povo entre as quais se incluem católicos e protestantes. Há unanimidade em ressaltar a opção radical da irmã aos pobres, seu otimismo e a constante confiança na Providência Divina.
Quando foi fechado um dos patronatos em que trabalhava, as irmãs choravam. Clemência consolou as colegas, de forma tocante: “Acabou-se o patronato? Mas, eu lhes pergunto: acabou-se Deus e desapareceram os pobres?”. O fato é relatado por Murilo Alves Bessa, no livro “Irmã Clemência, a que Serviu até o Fim”, editado em 1991 pela Secretaria de Cultura. Da obra e de entrevista com a vice-postuladora, Irmã Perpétua Carvalho, são extraídos os casos relatados nesta reportagem.
Irmã Clemência é apontada por suas colegas como alguém que vivenciou a fundo o carisma original das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Vicente, nobre francês, dedicou-se aos pobres de seus tempo. Ele tinha os pobres como “senhores e mestres”. Nesta condição, “passamos a dever-lhes tudo”.



Fonte: Ademir Costa, Editoria de Cidade, Diário do Nordeste, Fortaleza, Ceará - Terça-feira 06 de novembro de 2001.



Tríduo (novena) pela beatificação e canonização de Irmã Clemência

Ó Santíssima Trindade, fonte de toda a santidade e todas as riquezas temporais e espirituais! Nós, confiantes, humildemente Vos pedimos a glorificação da Vossa serva, irmã Clemência, que pelo Vosso amor soube testemunhar-Vos, servindo aos doentes, pobres, indigentes. Na observância às Regras da sua Congregação, no amor a Santa Missa, a Jesus Sacramentado e na sincera devoção à Virgem Imaculada, viveu e morreu. 
Ó Santíssimo Coração de Jesus e Maria, concedei-nos a graça que Vos pedimos, cheios de Fé (...) por intercessão de Vossa serva, para Vossa maior glória e nossa perfeição cristã. 
Rezar uma Ave Maria e, após, rezar três vezes: Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de nós! / Oh! Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

Imprimi potest. 2 – IV – 1984† Aloísio Cardeal Lorscheider - Arcebispo de Fortaleza