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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

quarta-feira, 15 de março de 2017

SÃO LONGINO ou LANCIANO (no Brasil, São Longuinho), Mártir. 15 de março.



“Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”, esta é a profissão de fé feita pelo soldado romano que, após a crucificação, furou o lado de Jesus com uma lança e se converteu, o qual foi identificado como São Longino ou São Lanciano (conhecido no Brasil como “Longuinho”), cuja festa é celebrada neste dia 15 de março.

Longino viveu nos primeiros séculos, era o centurião que, por ordens de Pilatos, esteve com outros soldados ao pé da cruz de Jesus Cristo.

O Evangelho de São João relata quando os soldados foram quebrar as pernas dos dois homens que estavam crucificados ao lado de Jesus, mas quando chegaram diante de Cristo, “como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19,33-34).

Este soldado que perfurou o lado de Jesus foi identificado com o nome Longino, derivado do grego que significa “uma lança”.

Foi ele quem, ao ver as poderosas manifestações da natureza após a morte de Cristo, disse a famosa frase que o fez o primeiro convertido à fé cristã: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”.

Diz-se que Longino estava ficando cego e, quando perfurou o Senhor com a lança, uma gota do sangue do Salvador caiu em seus olhos e, imediatamente, ele ficou curado. Tocado, converteu-se e abandonou para sempre o exército.

Instruído pelos apóstolos, Longino se tornou uma espécie de eremita em Cesareia, na Capadócia, onde ganhou muitas almas para Cristo por meio da palavra e do testemunho.

Entretanto, o governador da Cesareia descobriu sua identidade e o entregou a Pôncio Pilatos. Foi acusado de desertor e condenado à morte, a não ser que renunciasse à sua fé em Cristo.

Longino se manteve firme e, por isso, foi torturado, teve seus dentes arrancados e a língua cortada. Depois, foi decapitado.


Quase mil anos depois, em 999, São Longino foi canonizado pelo Papa Silvestre II. Conforme se relata, o processo de canonização já havia avançado bastante, porém os documentos ficaram perdidos por muitos anos.

Então, o Papa pediu a intercessão de Longino para ajuda-lo a encontrar esses papéis. Pouco tempo depois, os documentos foram achados e aconteceu a canonização.

 
Lança romana, portanto, usada por Longino para perfurar
o Santo Lado de Cristo. 

São Longino ou São Longuinho também é uma espécie de “Santo Popular”:
Ainda hoje, São Longino é invocado pelos fiéis para pedir ajuda a fim de encontrar algum objeto perdido. Diz-se que ele era um homem baixinho e que, servindo na corte de Roma, vivia nas festas dos romanos.

Nesses ambientes, por sua pequena estatura, conseguia ver o que se passava por baixo das mesas e sempre encontrava pertences de pessoas. Os objetos achados eram devolvidos aos seus donos. Daí teria surgido o costume de pedir-lhe ajuda para encontrar o que se perdeu.


Em agradecimento, segundo a tradição, são oferecidos três pulinhos e uma oração. Diz-se que essa forma de agradecer seria pelo fato de o soldado ser manco, mas outra explicação afirma que os pulinhos se remetem à Santíssima Trindade.


Nota do autor do blog:
O texto acima, tirado do site ACI Digital denomina o Santo como "Longuinho", que é o nome mais usado aqui no Brasil. Preferi, no entanto, usar o nome "Longino", que é o mais correto para a língua portuguesa. Podemos dizer que o nome Longino ou "Lanciano" (do italiano) era de certa forma "humilhante" para o Santo. Nos tempos atuais, é como se o chamássemos de: "o Zé da Lança" ou "o cara da lança". 
Pensem bem: você ter seu nome próprio substituído por outro que se refere ao crime que você cometeu: ter perfurado o Santo Lado de Cristo com uma lança "longa", muito usada pelas legiões romanas. Por onde ele fosse, na comunidade cristã que chegasse, todos o reconheceriam como tendo sido aquele que perfurou o Coração de Jesus. 
Vejo nisso um sinal de grande humildade e espírito de penitência por parte desse homem, tocado pelo Sangue de Jesus, convertido ao cristianismo e que, finalmente, testemunhou sua fé morrendo mártir de Cristo. 


Fonte: site ACI Digital. 
Texto com algumas adaptações feitas por mim, tirado de: http://www.acidigital.com/noticias/hoje-a-igreja-celebra-sao-longuinho-o-soldado-que-perfurou-o-lado-de-jesus-50681/

terça-feira, 14 de março de 2017

AS OITO MULHERES (SANTAS) QUE FORAM MAIS EXEMPLARES PARA IGREJA.

Há quem diga que a mulher não tem papeis importantes na Igreja. Entretanto, desde o início do cristianismo até a atualidade, Deus suscitou mulheres que orientaram o Povo de Deus, influenciando também no curso do Papado. Conheça oito mulheres (Santas) que foram exemplares para a Igreja.

1. A Santíssima Virgem Maria

“Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (Jo 2,4), disse Jesus à sua Mãe nas Bodas de Caná, em um casamento ao qual ambos tinham sido convidados. Cristo escutou sua Mãe, a primeira mulher que acolhe o Senhor e motiva o primeiro milagre conhecido da vida pública de Jesus. O papel de Maria na História da Salvação e na História da Igreja foi primoroso, único e essencial: ela trouxe ao mundo o Salvador, Cristo Jesus, Deus e homem verdadeiro ! Foi sua primeira e mais perfeita discípula, Rainha dos Apóstolos e de todos os que creram, creem e crerão em Jesus (acréscimo do autor do presente blog)
Os primeiros séculos do cristianismo, bem como todos os demais séculos, estão cheios de mulheres corajosas que não duvidaram em dar sua vida por Cristo, incentivando os demais cristãos a não fraquejar quando lhes chega o momento.



2. Santa Hildegarda de Bingen

Mais tarde, durante a Idade Média, a Igreja já não era perseguida, mas vivia-se uma cultura machista, própria da época. Isto não foi impedimento para Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179), religiosa beneditina de origem alemã, que chegou a ter uma séria de visões místicas.

Escreveu obras teológicas e de moral com notável profundidade e foi declarada Doutora da Igreja por Bento XVI no ano 2012, junto com São João d’Ávila. Sua popularidade fez com que muitas pessoas, entre bispos e abades, lhe pedissem conselhos.

“Quando o imperador Federico Barbarroja provocou um cisma eclesial, opondo 3 antipapas ao Papa legítimo, Alexandre III, Hildegarda, inspirada em suas visões, não hesitou em recordar-lhe que também ele, o imperador, estava submetido ao juízo de Deus”, contou o Papa Bento XVI em sua audiência geral sobre esta santa em 2010.



3. Santa Catarina de Sena

Posteriormente, apareceria outra mística e Doutora da Igreja, Santa Catarina de Sena (1347-1380), que vestiu o hábito da ordem terceira de São Domingos. Nesta época, os Papas vivam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de ter sido abandonados por seus bispos, ameaçando com o cisma.

Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e ao consultar Santa Catarina, ela lhe disse: “Cumpra com sua promessa feita a Deus”. O Pontífice ficou surpreso porque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o Santo Padre cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna.

Mais tarde, no pontificado de Urbano VI, os cardeais se distanciaram do Papa por seu temperamento e declararam nula sua eleição, designando Clemente VII, que foi residir em Avignon. Santa Catarina enviou cartas aos cardeais pressionando-os a reconhecer o autêntico Pontífice.

A Santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o a levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do Papa, que seguiu suas instruções. A Santa também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma. Toma uma mostra de defesa do papado.



4. Santa Teresa de Jesus

Com a aparição do protestantismo, a Igreja se dividiu e foi realizado o Concílio de Trento. Estes são os anos de Santa Teresa de Jesus (151-1582), religiosa contemplativa que marcou a Igreja com sua reforma carmelita.

Apesar de ter sido incompreendida, perseguida e até acusada na Inquisição, seu amor a Deus a impulsionou a fundar novos conventos e a optar por uma vida mais austera, sem vaidades, nem luxos. Submersa muitas vezes em êxtases, nunca deixou de ser realista.
Sendo Santa Teresa D’Ávila relativamente inculta, dialogava com membros da realeza, pessoas ilustres, membros eclesiásticos e santos de sua época para lhes dar conselhos, receber ajuda e levar adiante o que havia se proposto. Tornou-se escritora mística e é também Doutora da Igreja.



5. Santa Rosa de Lima

Do outro lado do mundo, na América, mais precisamente no Peru, Santa Rosa de Lima (1586-1617) tomou Santa Catarina de Sena como modelo e se omitiu àqueles que a pretendiam por sua grande beleza, para poder viver em virgindade, servindo aos pobres e doentes.

“Provavelmente, não houve na América um missionário que com suas pregações tenha conquistado mais conversões do que as que Rosa de Lima obteve com sua oração e suas mortificações”, disse o Papa Inocêncio IX ao se referir à primeira Santa da América.

São João Paulo II disse sobre a santa que sua vida simples e austera era “testemunho eloquente do papel decisivo que a mulher teve e segue tendo no anúncio do Evangelho”.



6. Santa Teresa de Lisieux

Do amor dos santos esposos franceses Louis Martin e Zélia Guérin, canonizados em outubro de 2015, nasceu Santa Teresa de Lisieux (1873-1897), Doutora da Igreja e padroeira universal das missões.

Santa Teresa viveu somente 24 anos. Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amado Jesus.

“Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos ‘Doutores da Igreja’, mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as intuições de fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito”, disse São João Paulo II sobre esta santa.

O Papa Francisco também comentou em diversas ocasiões a profunda devoção que o une a esta santa e compartilhou em uma de suas viagens que antes de cada viagem ou diante de uma preocupação, costuma pedir “uma rosa”.



7. Santa Edith Stein

Durante a perseguição nazista no século XX, surgiu na Europa outra grande mulher, convertida do judaísmo, religiosa carmelita descalça e mártir, Santa Edith Stein, também conhecida como Santa Teresa Benedita da Cruz (1891-1942).

Junto com outros judeus conversos, foi levada ao campo de concentração de Westerbork em vingança das autoridades pelo comunicado de protesto dos bispos católicos dos Países Baixos contra as deportações de judeus.

Santa Edith foi transferida para Auschwitz, onde morreu nas câmaras de gás, junto com sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo, e muitos outros de seu povo.

São João Paulo II diria sobre ela: “Uma filha de Israel, que durante a perseguição dos nazistas permaneceu, como católica, unida com fé e amor ao Senhor Crucificado, Jesus Cristo, e, como judia, ao seu povo”.




8. Santa Teresa de Calcutá

Para encerrar esta lista de grandes mulheres que mudaram o mundo e a história, recordamos Santa Teresa de Calcutá (1910-1997). O testemunho da Madre Teresa de servir a Cristo nos “mais pobres entre os pobres” ensinou que a maior pobreza não estava nos subúrbios de Calcutá, mas nos países “ricos” quando falta o amor ou nas sociedades que permitem o aborto.

“Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz”, dizia a também ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979.

Em sua canonização em outubro de 2016, o Papa Francisco disse que “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que ‘quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável’”.



(Fonte: site ACI Digital)



Nota do editor do blog: 
Gostei deveras da reportagem acima, do site ACI Digital. Claro que muitas outras santas e beatas foram importantíssimas para a Igreja no decorrer de sua história: Santa Maria Madalena, Santa Tecla (protomártir do sexo feminino), Santa Inês, Santa Águeda, Santa Luzia, Santa Flávia Domitila, Santa Prisca (ou Priscila), Santa Helena (mãe do imperador Constantino), Santa Mônica (mãe de Santo Agostinho), Santa Joana d'Arc, Santa Clara de Assis, Santa Margarida Maria Alacoque, Santa Isabel da Hungria, Beata Margarida (mãe de São João Bosco), Santa Beatriz da Silva, Santa Faustina Kowalska, Beata Ana Catarina Emmerich, Venerável Maria de Ágreda e muitas outras! 

Talvez alguém possa reclamar a falta de indicação de alguma das acima citadas, porém, entendi o objetivo do site: ele apontou AS QUE  MAIS INFLUENCIARAM a História da Igreja, de um modo geral. Não que as demais mulheres santas não tenham sido importantes, mas, as oito que foram citadas desempenharam papéis-chave em momentos cruciais da história, influenciando também, direta ou indiretamente, a própria espiritualidade e doutrina da Igreja. 
Parabéns ao site ACI Digital pela belo artigo.